Carnaval do Rio: organizadores de eventos podem ser multados mesmo depois da folia, segundo prefeitura

Luiz Ernesto Magalhães
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RIO — O secretário municipal de Ordem Pública do Rio, Brenno Carnevalle, disse nesta quinta-feira que organizadores de eventos poderão ser multados mesmo depois do carnaval, caso a fiscalização prévia não chegue a tempo para impedir as atividades. Para isso, aglomerações serão monitoradas pelas Câmeras do Centro de Operações Rio (COR) da prefeitura.

- O objetivo é evitar aglomerações e salvar vidas. Vivemos um período gravíssimo em que as pessoas estão morrendo. A situação está melhorando, mas o risco de transmissão ainda é alto - disse Brenno.

O secretário disse que como os blocos convencionais já se comprometeram a não desfilar, o foco deve ser voltado a festas e outras atividades. Por dia, o esquema terá cerca de um mil agentes, em sua maioria da Guarda Municipal. Segundo ele, a prefeitura está notificando plataformas de venda de ingressos que eventos com público estão proibidos.

Segundo o secretário, equipamentos de som e outros objetos poderão ser apreendidos:

- Pedimos a quem pensa em vir para o Rio curtir o carnaval porque eventos não serão permitidos.

Ele lembrou que se algum bloco decidir desfilar, não será autorizado a desfilar em 2022. O 1746 receberá denúncias de aglomerações.

- Não estamos fechando a cidade. Não estamos radicalizando. Estamos cuidam da vida das pessoas por causa dessa pandemia, que não acabou - disse Brenno.

As operações serão feitas pela Guarda Municipal. Mas o objetivo é orientar a população.

A prefeitura, com o apoio de policiais militares, vai usar comboios para "caçar" festas e blocos clandestinos, durante os dias de carnaval. A medida faz parte do plano de ações de combate às aglomerações por conta da pandemia de coronavírus, definido numa reunião na tarde de quarta-feira, na Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop). O município está monitorando os eventos que estão sendo organizados através das redes sociais, e conta ainda com denúncias feitas através do telefone 1746.

A Polícia Militar informou que vai mobilizar cerca de 14 mil agentes durante o feriado prolongado de carnaval para, além de garantir a segurança pública, coibir aglomerações de pessoas nas ruas. O planejamento foi feito pela Subsecretaria de Gestão Operacional e prevê ainda, entre sábado, dia 13 e terça-feira, dia 16, duas mil viaturas circulando diariamente em todo o estado. Para conseguir fazer o reforço na tropa, folgas e férias dos policiais foram suspensas.

Durante a apresentação do quinto boletim epidemiológico para risco de Covid-19, na última sexta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, falou sobre reforçar a fiscalização de festa e aglomerações clandestinas que venham a ser realizadas na cidade, principalmente durante o Carnaval. Na ocasião, ele chegou a pedir que os cariocas "não sejam otários" em participar de festas sem autorização e com desrespeito às regras sanitárias durante a pandemia.

— Nós fazemos mais uma vez o apelo. Desculpe o termo, mas não sejam otários de dar dinheiro para quem não vai entregar o produto que está vendendo. Vamos fiscalizar. Não comprem ingressos. Vocês têm possibilidade enorme de perder o dinheiro. Estamos monitorando as redes sociais e os sites conhecidos por vender ingressos. É um esforço. Todos estamos tristes de não pular o Carnaval. Eu pessoalmente — ressaltou Paes em coletiva na semana passada.