Carne pode ficar ainda mais cara até 2022, dizem especialistas

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O alto preço de commodities como soja e milho estão na lista de fatores que contribuem para deixar o alimento mais caro.
O alto preço de commodities como soja e milho estão na lista de fatores que contribuem para deixar o alimento mais caro.

O preço da carne, alimento essencial no prato dos brasileiros, devem aumentar ainda mais. Segundo analistas falaram ao jornal Folha de S. Paulo, a falta de bezerros no mercado e o alto preço de commodities como soja e milho estão na lista de fatores que contribuem para deixar o alimento mais caro. E o prato de comida deve sentir essa escassez da proteína até 2022, avaliam.

O atual patamar de consumo de carne no Brasil, de 27,6 quilos ao ano por habitante, é 46% menor do que o verificado no auge do consumo no país, em 2006. A crise gerada pela pandemia e o desemprego podem fazer com que a taxa reduza ainda mais em 2021.

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A alta demanda e poder de compra de carne na Asia também torna o alimento mais caro. Estima-se que 250 milhões de novos consumidores asiáticos possam surgir nos próximos cinco anos. Entre os demais países, Hong Kong e Egito também lideram na lista de importação brasileira.

“A Indonésia, por exemplo, tem 270 milhões de habitantes, uma população maior que a do Brasil, enquanto as Filipinas tem 108 milhões”. Com isso, diz, a pressão sobre os preços tende a se manter ao longo dos próximos anos", diz o diretor de política agrícola e informações da Companhia Nacional de Abastecimento, Sergio De Zen.

Preço do frango foi o que mais subiu 

A carne bovina no mercado ficou 35% mais cara em 12 meses até abril, segundo o IPCA (índice oficial de inflação do país). Já o preço da carne suína avançou 59% no período e o frango congelado, 70%, segundo Espírito Santos, da Lafis.

Lygia Pimental, diretora da Agrifatto, argumenta que a escassez de gado, especialmente de fêmeas indo para o abate, deixou a a oferta de carne reduzida em 2020. “A tendência é que a retenção de fêmeas continue neste ano e o preço do bezerro volte a normalizar em meados de 2022”, diz.

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