“Caro é pagar a conta de luz por 30 anos”, diz CEO da Holu

  • Luz solar: CEO acredita que aceleração no setor se deve à recente Lei nº 14.300;

  • Para facilitar o acesso aos sistemas solares desde o projeto até a instalação, o marketplace Holu usa tecnologia norueguesa;

  • Payback varia de acordo com a tarifa energética de cada localidade.

Considerado o ano de ouro da energia solar, 2022 começou com pouco mais de 1 milhão de estabelecimentos consumidores desta fonte energética e, de acordo com projeção da ABSOLAR, deve ser encerrado com 25 GW de capacidade instalada em energia solar; um crescimento anual de mais de 90%. Rodrigo Freire, co-fundador e CEO da Holu, acredita que essa aceleração no setor se deve à recente Lei nº 14.300, que institui o marco legal da micro e minigeração de energia, e explica como a startup liderada por ele pode ajudar os consumidores desde o projeto até a instalação de um sistema de energia solar.

O preço da conta de luz é uma grande dor para o consumidor brasileiro, sobretudo diante das recorrentes crises hídricas e suas exorbitantes bandeiras tarifárias. A captação de energia solar é uma alternativa ao monopólio das concessionárias. Mas o alto custo do investimento inicial e o nível de conhecimento técnico para a instalação das placas fotovoltaicas ainda é uma barreira. Para facilitar o acesso aos sistemas solares desde o projeto até a instalação, o marketplace Holu usa tecnologia norueguesa para comparar, em tempo real, os melhores preços na rede de instaladores e fornecedores.

No modelo de negócio da Holu, o cliente paga uma taxa pré-determinada ao contratar a instalação de um projeto pela plataforma. “Nós não cobramos dos integradores, nem dos fornecedores de equipamento. Quem me paga é o cliente final. Mas sabendo que eu consigo ser muito eficiente trazendo esse modelo de marketplace”, explica Freire.

O payback do sistema solar

“Por mais que o sistema seja incrível do ponto de vista financeiro, é preciso fazer um investimento que se paga em alguns anos. Mas, depois, você tem vinte e tantos anos de energia grátis (...) caro é pagar a conta de luz por 30 anos” afirma Rodrigo Freire se referindo ao período médio de duração de um sistema de energia solar. Segundo o CEO da Holu, o payback varia de acordo com a tarifa energética de cada localidade. No Rio de Janeiro, por exemplo, o retorno de um projeto de R$ 30 mil acontece em aproximadamente 2 anos.

Além de resolver a questão técnica de instalação e a burocrática de homologação do sistema junto aos órgãos responsáveis, a Holu também auxilia os clientes no financiamento ou aluguel dos sistemas junto às instituições financeiras. “Você pode trocar o valor da sua conta de luz por uma parcela de investimento. Aí, depois de cinco, seis ou sete anos, você quita o financiamento e usufrui de pelo menos duas décadas de energia de graça”, diz o executivo.

A instituição do marco legal da micro e minigeração de energia pela Lei nº 14.300 garante que as unidades consumidoras já existentes e as que solicitarem o acesso ainda em 2022 permaneçam isentos da tarifa do custo de distribuição. Mas os consumidores que aderirem ao sistema solar de energia a partir de meados de ano que vem terão uma “perda” anual de 4,1% de energia injetada na rede. Quem aderir depois do segundo semestre de 2023 entra em um sistema de transição no qual o percentual de energia solar produzida que fica retida com a concessionária aumenta gradualmente.

O propósito do líder da Holu

Com a carreira marcada pela diversidade de temas que abraçou, Rodrigo Freire se formou em Direito pela PUC de São Paulo e chegou a advogar por alguns anos na área empresarial. Em 2013, Freire fez uma transição para o setor financeiro e passou a atuar com fundos de investimentos. Em 2018, a busca por um propósito na vida profissional fez o advogado buscar uma pausa. Foi então que ele foi para a Suíça, onde cursou um MBA e reestruturou o futuro da sua carreira.

De volta ao Brasil, em 2019, Freire se tornou diretor geral do Uber Eats nas regiões Norte e Nordeste, abrindo assim o olhar para a Nova Economia. Em 2020, o executivo foi convidado para liderar a Holu, a startup que tem como missão democratizar o acesso dos brasileiros à energia solar. “Esse momento casou com a chegada do meu primeiro filho (...) Ao virar pai, veio muito forte a preocupação com o futuro dos meus filhos e em conseguir trabalhar com algo em que eu acredito e mantendo o equilíbrio com a minha vida pessoal”, afirma o CEO da Holu.

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