Carol Braz critica abandono da BR-319 e promete “colocar Amazonas no mapa”

Candidata criticou abandono da BR-319 e disse que interesses de governos passados impediram a conclusão da rodovia federal (Raphael Alves for The Washington Post via Getty Images).
Candidata criticou abandono da BR-319 e disse que interesses de governos passados impediram a conclusão da rodovia federal

(Raphael Alves for The Washington Post via Getty Images).

  • Caroline Braz critica falta de apoio do governo federal ao Amazonas;

  • Candidata pelo PDT, ela disse que falta um “governador que coloque o Amazonas no mapa do Brasil”;

  • Em sabatina, Braz falou sobre sustentabilidade, saúde e moradia.

Caroline Braz, candidata ao governo do Amazonas pelo PDT, criticou a falta de apoio do governo federal ao estado e disse que falta um “governador que coloque o Amazonas no mapa do Brasil”. A afirmação foi feita em sabatina, nesta terça-feira (30), promovida pela Rádio Rio Mar.

“Como que um estado do pais é abandonado pelo governo federal e deixado no isolamento? Isso não acontece com nenhum outro estado. Falta um governador que coloque o Amazonas no mapa do brasil. Isso mostra a falta de força e articulação política do atual governo e dos governos que passaram”, afirmou, referindo-se ao abandono da pavimentação da BR-319, rodovia federal que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM).

Durante a entrevista, a candidata destacou que, na época da pandemia, o estado teve um superávit de R$ 6 bilhões, sendo que “nada do que foi arrecadado virou benefício para a população”. Em sua proposta de campanha, Braz pretende aumentar o orçamento em alguns setores, como o da saúde.

“A nossa economia é melhor e mais forte que a do Acre, do Amapá, e esses estados têm uma saúde melhor que a nossa”, apontou, dizendo que a ideia é fazer “mutirões de atendimento, consultas e pequenas cirurgias a curto prazo, parcerias [com hospitais de referência mundial e nacional] a médio prazo e construir novas unidades hospitalares a longo prazo”.

Sobre o déficit habitacional, a candidata defendeu a construção de vilas sustentáveis, por meio do emprego de mão-de-obra local dos moradores capacitados pelo Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas) nos cursos de pedreiro, eletricista, pintor, encanador e mestre de obras. O projeto seria financiado por organismos internacionais.

“Quando eu fizer e entregar esse projeto pronto, de casa que vai utilizar a energia solar, o aproveitamento dos resíduos e toda uma sustentabilidade, a gente traz recurso internacional. E usar mão de obra da comunidade. Vai reformar uma escola lá na Cidade de Deus? Vai usar o pedreiro de lá da Cidade de Deus e aquele pedreiro vai criar uma sensação de pertencimento. E os cursos rápidos dos Cetam podem qualificar essa mão de obra. A ideia é que você construa a sua casa e que depois tenha uma ocupação regular”, disse.

Meio-ambiente

Questionada se o aumento das queimadas é uma preocupação exclusivamente federal, Braz disse que pretende ajudar a resolver o problema por meio da educação ambiental nas comunidades.

“Hoje nossa população local acaba desmatando por falta de oportunidades ou por falta de rentabilidade. É muito bonito o discurso de garantir a floresta em pé, mas o povo passando fome. Por isso, levar para essas comunidades cursos e principalmente apoio financeiro para que possam desenvolver essas práticas sustentáveis. Assim nosso povo protege a floresta e vai ter dignidade de renda”, defendeu.

Sobre atividades ilegais, como garimpo e pesca, a candidata afirmou que a ausência do estado faz com que estas sejam as únicas opções para a população ribeirinha e destacou a necessidade de ofertar trabalhos legalizados a essa parcela abandonada.