Ela começou sem dinheiro para motoboy e hoje fatura milhões com coxinha

Carol Coxinhas aposta na diversificação de sabores para conquistar freguesia (Foto: Divulgação)

Por Melissa Santos

A história de empreendedorismo de Carol Martinelli e de seu marido, Alexandre, começou por acaso. Eles não sonhavam em abrir um negócio, mas observavam que as contas não estavam mais fechando. "O que a gente ganhava nos nossos trabalhos não dava para suprir as contas e vimos no empreendedorismo a nossa chance de mudar de vida", conta.

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Os dois tinham exemplos na família: as mães vendiam bolo para fora e o casal cresceu vivendo essa rotina. Sem saber de onde tirar o investimento inicial, Carol e o marido começaram a pesquisar o que era possível realizar no segmento e viram como uma boa possibilidade a compra de uma lanchonete que já estava falida na cidade de Andradas, interior de Minas Gerais.

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“Conseguimos um empréstimo no banco e com R$ 30 mil e muita coragem compramos o negócio. O início foi bem difícil porque não tínhamos nenhum cliente. Não tínhamos às vezes a diária do motoboy, na época R$ 20, no caixa no final do dia. Trabalhamos de domingo a domingo. Meu marido com os lanches e eu no atendimento. E foi no boca a boca que conseguimos virar a melhor hamburgueria da cidade”, relembra.

Após cinco anos e com muito sucesso no negócio, o casal começou a repensar o estilo de vida que levavam, afinal, trabalhavam sem folga e ganhavam dinheiro, mas não tinham qualidade de vida para aproveitá-lo. “Não tínhamos tempo para ficar com a nossa família e repensamos: dinheiro é importante, mas o resto também”, fala.

Eles, então, avaliaram a possibilidade de abrir uma casa de sucos. O resultado foi excelente, no entanto, o volume de trabalho só aumentou. “Os sucos demandavam compra e estoque fresco e etc. Nós queríamos um negócio viável para franquiar e foi quando surgiu a ideia de usarmos a receita de coxinhas, paixão nacional, do tio do meu marido para isso”, conta.

Foto: Divulgação

Para que a Carol Coxinhas saísse do papel, eles venderam a hamburgueria por R$ 220 mil e o dinheiro foi revertido para a compra de maquinário para produzir os salgados em tamanhos e porções, como as mini coxinhas no copo. “Todo mundo achou que estávamos loucos de vender tudo para apostar nesse novo negócio, mas deu certo praticamente de cara!”, conta.

Em menos de um mês, eles já estudavam a abertura de uma segunda loja em uma cidade vizinha, Poços de Caldas. “Por mais que fossemos bons, crescemos rápido demais e não tínhamos know how para gerir o negócio. Começamos a enfrentar algumas dificuldades, mas nunca cedemos!”, fala.

E deu certo! Afinal, quatro anos depois, os salgadinhos da Carol Coxinhas já são vendidos em mais de 40 espaços franqueados espalhados por várias regiões do Brasil. Para ter uma franquia do negócio o investimento inicial é de R$ 90 mil e os salgados e produtos oferecidos vem direto pra fábrica da Carol Coxinhas. “Fabricamos o produto aqui porque queremos manter o padrão de qualidade. Cuidamos de toda logística em caminhões refrigerados e etc. Temos capacidade de produzir 30 mil unidades por dia”, fala.

O sabor do salgado, que sempre foi um dos diferenciais da marca, também contou com a inovação de Carol e o marido. Atualmente a marca tem 30 sabores diferentes da iguaria, incluindo morangoxinha (massa crocante de coxinha com recheio de morango), baconxinha (massa crocante com requeijão cremoso e pedacinhos de bacon) e coxibe (mistura de coxinha e quibe). “Temos também coxinha de hambúrguer, com bacon e cheddar, de chocolate, churros e até uma vegana. Tenho certeza que essa variedade faz a diferença no negócio”, fala.

Carol avalia que todos os negócios que ela e o marido tiveram só foram bem-sucedidos por não desistirem. “Não tínhamos plano B. Foi dedicação e trabalho duro para fazer dar certo!”, finaliza.