Carro de luxo e R$1,3 milhão: polícia realiza operação para desmantelar indústria falsa de remédios

Dinheiro encontrado dentro do carro será depositado em conta judicial - Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás

A Polícia Civil de Goiás encontrou R$ 1,3 milhão escondidos em malas e sacos que estavam no interior de um Porsche apreendido em uma operação contra a fabricação ilegal de remédios para emagrecer. Os medicamentos eram vendidos em todo o país e pela internet. Ao todo 11 pessoas estão presas suspeitas de integrar o esquema. A quantia milionária foi apreendida nessa segunda-feira (09). As informações são do Portal G1.

A operação, que foi realizada na última quarta-feira (04), nos estados de Goiás e Minas Gerais, resultou no fechamento da industria que ficava no sudoeste goiano. De acordo com Rafael Gonçalves do Carmo, delegado responsável pela investigação, a autorização judicial para abrir o veículo chegou apenas na segunda-feira (09). O carro foi apreendido com um dos detidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

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No interior do veículo também havia alguns documentos de transferência bancária que serão analisados pelas autoridades. Segundo o delegado, o valor milionário será depositado em uma conta judicial.

Dinheiro encontrado dentro do carro será depositado em conta judicial - Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás

Outros dois suspeitos de envolvimento na confecção e venda dos medicamentos falsos foram presos de forma preventiva. Conforme o relato do delegado, ambos ficaram em silêncio durante o depoimento oficial. Nenhum deles teve seu nome divulgado.

Além dos dois presos, outras nove pessoas já haviam sido detidas suspeitas de participar da produção e da venda dos comprimidos. De acordo com o G1, milhares de capsulas foram apreendidas, além de veículos de luxo.

Ainda não se sabe se a indústria contava com algum nome falso para maquiar a real produção do medicamento.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que “não há nenhum fabricante de medicamentos com autorização de funcionamento da Anvisa no município de Cachoeira Alta [onde foram apreendidos]” e nenhum no Brasil registrado com os nomes usados pelos investigados nas embalagens.