Dia Mundial Sem Carro: 57% dos paulistanos fazem caminhada para deslocamentos

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Trânsito na cidade com vários carros parados
Levantamento foi divulgado ontem, um dia antes do Dia Mundial Sem Carro
(Getty Creative)
  • Pesquisa mostrou que 54% dos paulistanos usam o carro como principal meio de transporte

  • Problemas na infraestrutura são barreiras para uso de transportes públicos

  • Neste ano, houve aumento da caminhada e uso da bicicleta

Uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo mostrou que 54% dos entrevistados usam o transporte individual como principal meio de locomoção. Os ônibus vêm em seguida, com 45%. O estudo foi divulgado nesta terça-feira, 21, um dia antes do Dia Mundial Sem Carro, celebrado hoje com o objetivo de levantar a reflexão sobre o uso excessivo dos automóveis.

Em 2019, período pré-pandemia, o número de pessoas que preferiam o transporte individual era de 56%. Entretanto, dois terços disseram que trocariam o carro pelo transporte público se houvessem boas alternativas de ônibus, metrô e trem. Dentre os principais problemas, foram apontados: ausência de linhas, tempo de espera e falta de confiança na limpeza durante a pandemia.

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Segundo Annie Olviedo, analista de Mobilidade Urbana do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a lógica de remuneração do transporte precisa ser repensada. Afinal, devido às tarifas altas e à baixa qualidade do transporte, assim que o usuário consegue comprar um carro ele sai do sistema público. “Uma tarifa mais barata e um sistema mais abrangente inclui as pessoas”, disse à Jovem Pan.

O levantamento da Rede Nossa São Paulo também mostrou que a cada cinco moradores da capital paulista, três usam a caminhada para se deslocar de um ponto a outro. Isso representa um percentual de 57%, em contraste com os 45% de 2017 a 2019.

Também houve aumento do uso da bicicleta: 12% dos entrevistados afirmaram que a usam no dia a dia. Entretanto, medo de roubo, falta de ciclovias que interliguem as regiões da cidade e disputa com carros na via pública são fatores que impedem o salto desse número.

A pesquisa consultou 800 pessoas residentes da cidade de São Paulo entre 10 e 26 de agosto deste ano. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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