Carro de vereador do Rio ficou com pelo menos 15 marcas de tiros; polícia investiga tentativa de execução

Rafael Nascimento
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O carro do vereador Zico Bacana (Podemos) ficou com pelo menos 15 tiros após a noite de segunda-feira, quando o parlamentar foi baleado em Anchieta, na Zona Norte do Rio. O veículo estava a 30 metros do bar em que o a ataque aconteceu, deixando dois mortos e ferindo o político na cabeça com um tiro de raspão.

Mesmo alvejado, o automóvel foi utilizado para levar Zico, que é candidato à reeleição, ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Agora, o carro será periciado pela Delegacia de Homicídios (DH) do Rio que, entre outras linhas de investigação, apura se o episódio foi uma tentativa de execução.

O trabalho dos investigadores começou ainda na noite de segunda-feira, quando, por volta de meia-noite, foi realizada uma simulação no local do crime. No chão do estabelecimento comercial, foram encontradas 35 cápsulas de munição.

O próprio vereador, que teve alta médica na manhã desta terça-feira, foi ouvido por agentes da Polícia Civil e afirmou que acredita ter sido alvo de uma tentativa de execução. Ele também declarou que não possui inimigos ou opositores políticos de quem possa suspeitar. Um novo depoimento está previsto para ocorrer ainda hoje.

Os atiradores chegaram em dois carros, abandonados após o crime e apreendidos por policiais da 57ª DP (Nilópolis) na manhã desta terça-feira. Os ciminosos haviam fugido em direção ao município da Baixada Fluminense. A DH já periciou os dois veículos.

Um dos dois homens mortos no episódio foi Valmir Cleri Sampaio Bandeira, morador da região e cliente do bar. Ele foi atingido por uma bala perdida. O segundo morto seria um homem com envolvimento na ação. Zico disse à polícia que viu uma inscrição da polícia na roupa do segundo morto.

Houve ainda dois feridos, além de Zico Bacana: Douglas Alberto Leite de Santana e Magno de Moura Matos que, de acordo com o G1, acompanhavam o vereador e precisaram ser socorridos.

Policial militar e presidente da Comissão de Defesa Civil da Câmara, Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana, há dois anos chegou a ser chamado para prestar depoimento sobre a morte de Marielle Franco (PSOL). Na época, sua defesa afirmou que a oitiva, que durou cerca de 4 horas, foi dada na condição de testemunha. Ele também foi citado na CPI das Milícias, como suposto integrante de um grupo de paramilitares que atuava nas favelas da Palmeirinha e da Eternit, em Guadalupe, ligação que ele também nega.