Carros envolvidos em batida proposital na Avenida Brasil são de mesmo dono

Paolla Serra
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Os dois carros que se envolveram em uma batida cujo vídeo viralizou nas redes sociais pertencem ao mecânico William Sampaio, de 34 anos. O ataque de fúria partiu do motorista Messias Rodrigues de Miranda Neto, de 24, que alugava o Corsa Classic branco e se recusara a entregá-lo ao dono, que dirigia um Honda Civic prata, na última quarta-feira, dia 3. Os dois discutiram na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, na Zona Norte do Rio, e o jovem acabou por danificar os dois veículos propositalmente.

De acordo com o Boletim de Registro de Acidente de Trânsito (BRAT) feito por policiais militares do 41º BPM (Irajá), ao qual o EXTRA teve acesso, a confusão aconteceu por volta de 18h, na pista sentido Centro da via. Messias contou ter alugado o Corsa em março e pagava atualmente R$ 450 por semana a William. Na quarta-feira, o proprietário pedira o carro de volta.

- Durante todo esse tempo, eu resolvi todos os problemas sozinho, arquei com a manutenção, coloquei pneus novos. De repente, ele me ligou e pediu para eu devolver o carro no mesmo dia. Eu disse que só faria isso na segunda-feira, dia 8, quando quitaria o aluguel. Ele não aceitou e decidiu vir atrás de mim - conta o motorista.

Com o auxílio da seguradora, o mecânico diz ter conseguido rastrear a localização do Corsa Classic através de um GPS. Ele então seguiu o carro e, na Avenida Brasil, decidiu parar e pedi-lo de volta a Messias.

- Eu estava com mulher, enteada de 8 anos e filha de 8 meses dentro do carro. Ele não respeitou ninguém. Por isso, fiquei muito nervoso e minha reação acabou sendo de bater nos carros. Mexe comigo, mas não mexe com a minha família - diz o jovem.

William dá outra versão:

- Liguei para avisar que havia um comprador que iria me dar R$ 15 mil pelo carro e pedi que ele o devolvesse, mas ele se negou. Quando fui atrás dele e disse para conversarmos, ele começou a bater com os carros, do nada. Na hora não consegui pensar em nada e nem acreditei no que estava acontecendo.

Levados para a 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), os dois foram liberados depois de entrarem em um acordo. O motorista ofereceu pagar R$ 100 por mês para ajudar no conserto dos veículos. O mecânico afirma que ainda contabilizou o prejuízo.

- Sei que o orçamento do conserto vai ser caro, mas se ele tirou de mim, Deus me dará em dobro - diz William.