Carta de recuo de Bolsonaro divide reação de empresários Bolsonaristas

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-02-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro e os ministros Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Braga Netto (Casa Civil), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), José Levy (AGU) e o presidente da Petrobras Roberto Castelo Branco, durante coletiva de imprensa para falar sobre alterações na política do preço de combustíveis. No palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 05-02-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro e os ministros Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Braga Netto (Casa Civil), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), José Levy (AGU) e o presidente da Petrobras Roberto Castelo Branco, durante coletiva de imprensa para falar sobre alterações na política do preço de combustíveis. No palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Empresários bolsonaristas que gostam de se manifestar nas redes sociais para apoiar Jair Bolsonaro não responderam em consenso após o lançamento da carta de recuo escrita com o ex-presidente Michel Temer.

O mais ativo deles, Luciano Hang, se calou. O dono da Havan participou pessoalmente da manifestação de 7 de Setembro com os seguidores de Bolsonaro na avenida Paulista. Depois, foi às redes sociais para apoiar o apelo feito por Bolsonaro aos caminhoneiros que ameaçavam bloquear as estradas. Na ocasião, o empresário escreveu que uma paralisação agora prejudicaria a economia e que "Bolsonaro busca paz e bom senso entre os Poderes".

Porém, desde a tarde desta quinta (9), quando Bolsonaro publicou a carta em que atribuiu os discursos contra o STF ao calor do momento, Hang mudou de assunto. Em vez de dar sequência aos comentários políticos, o dono da Havan publicou um vídeo sobre a orquestra de Santa Catarina.

O assunto interessa a Hang porque ele é um dos envolvidos no inquérito das fake news. Teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Otavio Fakhoury, outro empresário no alvo da investigação, é um frequentador assíduo de rede social, mas também deixou passar batido o recuo de Bolsonaro. Na madrugada desta sexta (10), sem se referir diretamente à nota do presidente, ele criticou o STF.

Citou apenas uma frase dita por Bolsonaro na live da noite de quinta (9), dizendo que bons frutos aparecerão nos próximos dias, e acrescentou: “Na minha maneira de ver, bons frutos deveriam ser o arquivamento dos inquéritos persecutórios, levantamento de todas as cautelares, e a aposentadoria voluntária de um certo ministro do STF”.

Outros empresários do círculo próximo do presidente, Carlos Wizard e o dono da rede Madero, Junior Durski, também ficaram quietos.

Já o ex-secretário do governo Bolsonaro e fundador da Localiza, Salim Mattar, que vinha usando suas redes sociais nos últimos dias para também criticar o STF, falou abertamente sobre a carta presidencial.

Logo após a publicação de Bolsonaro, o empresário escreveu que o presidente “manifesta respeito aos Poderes demonstrando grandeza ao hastear a bandeira branca.”

“Espero que este gesto seja compreendido e correspondido pelos demais poderes”, completou Mattar.

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