Cartão de crédito: como fazer dele um aliado em finanças pessoais

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Os juros do cartão de crédito são altos e, por isso, deve-se optar pelo pagamento integral da fatura

O famoso cartão de crédito, apesar de estar enraizado no nosso dia a dia como algo corriqueiro, não esconde sua função original. Quem usa esse recurso está sim tomando um empréstimo, com todas as consequências que esse tipo de transação pode trazer. Acontece que essa ferramenta moderna, a qual muitos temos acesso hoje, têm lá suas vantagens se bem utilizada. Por outro lado, se usufruída sem controle e comprometimento, pode ser o gatilho para o endividamento na sua pior forma.

A operação com o cartão de crédito se dá da seguinte maneira: a instituição financeira, por meio das bandeiras (Visa, Mastercard, Elo etc), concedem um limite de valor a ser gasto por meio do cartão. Esse limite costuma levar em conta dados como o passado financeiro, salário e bens, por exemplo. O cliente, então, se compromete a pagar os valores no mês seguinte, concentrando suas despesas em uma data específica.

A proposta parece boa. O problema está quando a pessoa gasta além da conta e não tem o dinheiro necessário para pagar aquelas faturas. Recorrendo ao parcelamento (o famoso pagamento mínimo), ela embarca em um empréstimo de juros altíssimos, que chegam a ultrapassar os 300% ao ano. Só para ter uma ideia, as taxas de juros de um empréstimo pessoal, que é uma outra modalidade de crédito, fica em torno de 110% ao ano.

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Outro perigo do “dinheiro de plástico” é o efeito psicológico de que você não está realmente gastando. Existem pesquisas que já comprovaram que, de posse da moeda em papel, as pessoas costumam ser muito mais controladas por sentirem na pele o quanto de dinheiro se vai em cada compra. Já com o cartão, fica muito mais fácil se perder no que foi gasto no mês.

Eu sou uma super adepta do cartão de crédito pois, além da praticidade de concentrar minhas despesas em um só lugar, tenho acesso à programa de pontos e milhas que eventualmente podem ser trocadas por benefícios. No entanto, entendo que essa pode não ser a melhor opção para quem tem dificuldade em controlar seus gastos. Algumas regras, no entanto, podem ajudar a utilizar a função de forma mais saudável. São elas:

  • 1 - Procure não comprometer mais de 50% do seu orçamento com a fatura;

  • 2 - Evite utilizar para compras do dia a dia, exceto no caso de emergências;

  • 3 - Evite cartões de lojas e, se possível, tenha apenas um cartão;

  • 4 - Evite parcelar sua fatura ou pagar o valor mínimo, assim você evita o pagamento de juros, que são muito altos;

  • 5 - Procure utilizar apenas para compras maiores e planejadas. Evite usar a facilidade que o cartão traz para compras por impulso;

  • 6 - Faça uma planilha e anote todos os seus gastos para não ter surpresas desagradáveis. Hoje em dia, existem muitos aplicativos gratuitos que podem ajudar nessa tarefa. A casa de análise Suno Research também disponibiliza uma planilha, gratuitamente, para controle de gastos

Se ainda assim você perceber que está perdendo controle com a utilização do cartão de crédito, este pode ser um sinal de que é melhor utilizar outras formas de pagamento. Vale fazer um teste comparando um mês com uso do cartão e outro sem ele para avaliar seu comportamento. O importante é garantir que as soluções te ajudem no seu orçamento e não se transformem em uma surpresa negativa no fim do mês.

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