'Cartel da merenda': empresas são condenas a pagar R$ 340 milhões

Redação Finanças
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Minced meat, rice, beans and pumpkin
Empresas envolvidas combinavam preços e propostas em licitações de contratação de terceirizados para fornecimento de merenda
  • Cade condenou empresas e pessoas físicas a pagar R$ 340 milhões por participação no "Cartel da merenda"

  • Companhias envolvidas combinavam preços e propostas em licitações de alimentação escolar em SP

  • Emprendimentos também ficam proibidos de participar de licitações públicas por cinco anos

Sete empresas e sete pessoas físicas foram condenadas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a pagar R$ 340 milhões pela participação no “Cartel da merenda” em São Paulo. As empresas envolvidas combinavam preços e propostas em licitações de contratação de terceirizados para fornecimento de merenda em cidades do estado, segundo as investigações. As informações são do Estadão.

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Foram condenadas as empresas: ERJ (R$ 100,115 milhões), Nutriplus (70,274 milhões), SP Alimentação (R$ 52,954 milhões), Convida (33,379 milhões), Terra Azul (R$ 31,243 milhões), Sistal (26,584 milhões) e J. Coan (R$ 19,340 milhões).

Mais de 40 mil documentos de compras públicas feitas de 2008 a 2013 foram analisados no inquérito iniciado pelo Ministério Público no âmbito penal. A partir disso, o Cade concluiu que as companhias e executivos trocaram informações para dividir o mercado de alimentação escolar em Campinas, região de Sorocaba e nas regiões metropolitanas de São Paulo.

Fora de licitações

Além do pagamento de multas, os empreendimentos também ficam proibidos por cinco anos de participar de licitações federais, estaduais e municipais. Essas empresas também serão inscritas no Cadastro Nacional de Defesa do Consumidor e a recomendação do Cade a órgãos públicos será de que elas não sejam beneficiadas com o parcelamento de impostos federais.