Cartões ainda são mais utilizados que Pix para pagamentos, apontou BC

Cartões ainda são mais utilizados que Pix para pagamentos, apontou BC
Cartões ainda são mais utilizados que Pix para pagamentos, apontou BC
  • Seja para transações online ou presenciais, cartões foram utilizados em 51,1% dos pagamentos em 2021;

  • Pix aparece em segundo lugar, com 16,2% do total;

  • TED e transferências são mais escolhidas na hora de fazer pagamentos de valores altos, apontou BC.

Um levantamento realizado pelo Banco Central com dados do ano passado revelou que os cartões de crédito, débito e pré-pagos ainda são as formas mais utilizadas para realizar pagamentos. Segundo a autarquia, os cartões foram utilizados em 51,1% das transações de pagamentos feitas no país em 2021.

Em segundo lugar aparece o Pix com uma fatia de 16,2%. Em terceiro está o débito direto (11,4%), seguido pelo boleto (9,8%), convênios (5,1%), TED (2,1%), transferências intrabancárias (1,8%), e outros (2,5%). Os dados do BC não levam em consideração os pagamentos feitos através de dinheiro em espécie.

Apesar de não parecer, os dados do BC ainda mostram uma vitória do Pix, sistema de pagamentos instantâneo desenvolvido pela própria autarquia em 2020. Mesmo sendo o modal mais recente, o Pix figura em segundo lugar na frente de boletos e de TEDs.

Outro dado que aparece na pesquisa divulgada nesta terça-feira (22), é o valor médio preferido por cada método de pagamento. Em média, as transações por cartões veem uma movimentação de R$ 86, enquanto as que utilizam o Pix tem uma transação média de R$ 548.

Nessa categoria o TED é o campeão, com um valor médio por transação de R$ 27,8 mil, seguido pela transferência intrabancária (R$ 14,7 mil). Isso demonstra que esses meios de pagamento têm sido escolhidos pelo público para transferências de maior valor, como compras de imóveis, automóveis e outros.

Por fim, o relatório também apontou que o celular é utilizado pela maior parte dos brasileiros para fazer as transações, sendo responsáveis por 60% de todos os pagamentos feitos em 2021. Em seguida estão o internet banking (17,8%); correspondentes bancários, como lotéricas (13,3%); agências de atendimento (5,7%); caixas 24 horas (2,4%), e outros (0,8%).