Cartório eleitoral investiga ‘troca’ de votos por ‘vale-combustível' no litoral de SP

'Troca' de votos: Gabriela salientou que o caso está sendo investigado pelo cartório e que não é possível afirmar, ainda, se tratar de um crime eleitoral - Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
'Troca' de votos: Gabriela salientou que o caso está sendo investigado pelo cartório e que não é possível afirmar, ainda, se tratar de um crime eleitoral - Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Uma possível compra de votos em troca de ‘vales-combustível’ durante a eleição em um posto de abastecimento no bairro Jardim Sabaúna, está sendo investigada pelo cartório da 189ª Zona Eleitoral de Itanhaém, no litoral de São Paulo.

Segundo informações do portal G1, o cartório recebeu uma denúncia de que uma pessoa pegou R$ 3 mil de crédito no último sábado (1°) e teria dividido o valor em 60 ‘vales’ de R$ 50 cada para distribuir para desconhecidos. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência.

De acordo com a chefe do cartório Gabriela Dias Soares, os vales foram distribuídos para pessoas aleatórias nas proximidades do posto.

"A gente pegou o nome dessa pessoa e ele distribuiu esse vale ali perto do posto para pessoas aleatórias".

Gabriela salientou que o caso está sendo investigado pelo cartório e que não é possível afirmar, ainda, se tratar de um crime eleitoral.

"A pessoa que a gente questionou diz que recebeu esse vale de alguém que não conhecia. Não posso dizer se é um crime eleitoral, mas estamos investigando já que a pessoa que recebeu o vale não confirmou que pediram voto em troca. Ele não assumiu isso", disse a chefe do cartório.

Apesar disso, Gabriela informou que existe a possibilidade de ser um crime eleitoral por se tratar de uma distribuição no dia das eleições e para pessoas desconhecidas.

"A denúncia falou que era em favor de uma candidata, mas ninguém assumiu", ressaltou Gabriela.

A Polícia Militar, esclareceu, por meio de nota, que ao chegar no local encontraram o juiz eleitoral e o promotor público, que informaram que haviam carros realizando abastecimento com 'voucher' que foram distribuídos.

Ainda segundo a PM, por determinação do juiz, o estabelecimento foi orientado a não realizar abastecimento com o sistema 'voucher', apenas com pagamento feito pelos clientes.