Cary Fukunaga, diretor de ‘007: Sem tempo para morrer’, é acusado de assédio e abuso de poder

O diretor americano Cary Fukunaga, de “007: Sem tempo para morrer” e “True detective”, está sendo acusado de comportamento impróprio e de abusar de seu poder em sets de filmagens para iniciar relações com jovens mulheres, segundo reportagem da Rolling Stone.

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A publicação ouviu inúmeras fontes ligadas à produção da minissérie “Masters of the air”, em desenvolvimento para o streaming Apple TV+, além de pessoas que trabalharam com ele anteriormente. Segundo relatos, o diretor claramente abusou de seu status para assediar jovens atrizes e integrantes da equipe.

De acordo com uma fonte anônima, o cineasta abordou duas figurantes da minissérie pedindo para tirar fotos delas para a continuidade, algo que regularmente é feito por assistentes e continuistas. Vestidas como prostitutas dos anos 1940, as jovens receberam a orientação de fazer poses sugestivas para a câmera.

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Vários relatos semelhantes são citados ao longo da reportagem. Uma mulher contou ter sido demitida de uma das obras de Fukunaga para, em seguida, receber um convite para tomar drinks.

Fukunaga negou todas as acusações. Em comunicado oficial, seu advogado, Michael Plonsker, afirmou: “Não há nada de obsceno em buscar amizades ou relacionamentos românticos consensuais com mulheres. Ninguém jamais trouxe esse tipo de preocupação para Cary, nenhuma vez”.

Esta não é a primeira vez que o diretor tem seu comportamento questionado na indústria. No início de maio, a atriz Rachelle Vinberg, de 23 anos, usou suas redes sociais para acusar Fukunaga de praticar “grooming”, que é uma espécie de aliciamento em que o homem tenta criar uma amizade ou conexão emocional com uma pessoa muito mais jovem, com o intuito de se envolver com a mesma posteriormente. Vinberg conheceu o diretor quando tinha 18 anos e afirmou ter passado anos com medo dele. O post recebeu o like da também atriz Margaret Qualley, de 27 anos, que se relacionou com Fukunaga em 2017, e gerou outra denúncia sobre o diretor.

As irmãs Cailin Loesch e Hannah Loesch, que trabalharam na série “Maniac” quando tinham 20 anos, publicaram em um blog um texto que relatava que o diretor teria sugerido que os três fizessem um ménage. Fukunaga também nega a acusação.

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