Luisa Mell mobiliza Polícia Civil, Bombeiros e GER para resgatar animal na Casa Abandonada

Luisa Mell mobilizou uma operação policial na Casa Ambandonada (foto: reprodução / Band)
Luisa Mell mobilizou uma operação policial na Casa Ambandonada (foto: reprodução / Band)

Luisa Mell voltou à famosa Casa Abandonada nesta quarta-feira (20) e não estava sozinha. A influenciadora digital voltou ao imóvel na companhia da Polícia Civil, dos Bombeiros, e o Grupo Especial de Resgate da Polícia Civil. As autoridades tinham um mandato de busca e apreensão contra Margarida Bonetti para averiguar maus tratos contra animais e se havia alguém sendo mantido em cárcere privado.

A protetora animal transmitiu ao vivo parte da operação em sua conta no Instagram e foi acusada nos comentários de usar a situação para ter destaque “midiático”. Apenas um cachorro, que parece ser da raça pinscher, foi encontrado pela polícia. Já idoso, ele parecia assustado com a movimentação. Margarida chegou a dizer que gostava do trabalho de Mell até o momento que ela lhe tirou duas cachorras há cerca de duas semanas.

Luisa Mell transmitiu ao vivo a operação nas redes sociais  (foto: reprodução / instagram @luisamell)
Luisa Mell transmitiu ao vivo a operação nas redes sociais (foto: reprodução / instagram @luisamell)

Margarida Bonetti tentou impedir que Luisa Mell levasse o animal encontrado na residência e destacou aos policiais que não havia indícios de maus tratos. “Dou ND de ração. Estou sendo massacrada”, afirmou em referência à umas das rações de cachorro mais caras do mercado. A influenciadora correu para longe da senhora quando conseguiu pegar o animal pela segunda vez para levá-lo ao seu instituto.

Operação

A Polícia Civil, ladeada pela prefeitura de São Paulo, Bombeiros, GER e pessoas do Instituto Luisa Mell, cumpriram um mandato de busca e apreensão na casa que é cenário do podcast 'A Mulher da Casa Abandonada', da Folha. Segundo informações eles buscavam por animais em situação de maus tratos e se havia alguém em cárcere privado no imóvel.

“Ela tentou interferir na entrada da polícia, mas conseguimos entrar. A casa tem lixo, o cheiro é forte e a perícia vai constatar a condição insalubre. Ela está na condição de vítima, a casa é insalubre. Não dá pra ela ficar soiznha na casa”, disse a delegada Vanessa Guimarães ao “Brasil Urgente”.

O delegado Luís Carlos Zaparole comentou sobre o interior do imóvel que tem três andares e fica em um bairro nobre de São Paulo: “Não dá pra andar lá dentro. Não tem lugar no chão para colocar o pé. Coisa acumulada”.

O engenheiro civil da prefeitura de São Paulo, Álvaro de Godoi Filho, que acompanhou a operação, destacou que a casa tem condições estruturais e em uma semana deve emitir um laudo sobre salubridade. O documento pode dizer que o imóvel é ou não habitável e se precisa, ou não, de uma limpeza para atender melhor as condições da senhora.

Após a ação policial, que foi transmitida ao vivo por programas de televisão, a Polícia Civil também irá averiguar se há abandono de incapaz pela família de Margarida e se ela é capaz de responder por sí.

Abuso de autoridade?

Nas redes sociais pessoas questionaram a presença de tantos órgãos do Estado para uma operação que poderia ser simples. “A presença dos carros da polícia serve para além do cumprimento do mandado de busca e apreensão (caso precise usar a força), garantir a segurança dos que estão ajudando no cumprimento da decisão e até dos populares que estão acompanhando o andamento do caso no local; o corpo de bombeiros é por conta da condição precária do imóvel que pode ocasionar acidente”, avalia o advogado Ricardo Pacanhã da Silva.

Ele ainda comentou a presença de Luisa Mell na operação: “Ela pode estar elencada para ser a responsável por ficar com os animais.” A Polícia Civil também solicitou a presença de um médico da prefeitura da cidade para avaliar as condições físicas de Margarida que estaria “assustada dentro do imóvel” após a operação.

O delegado Zaparole ainda comentou ao Yahoo que a grandiosidade midiática que se criou não era o objetivo da ação. "Estamos fazendo o nosso trabalho, não era para ser assim. Era para ser como qualquer outro caso. Denunciaram e nós viemos. Os populares atrapalharam a ação", avaliou.

Texto em atualização

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