Casa Branca adverte contra violência após protestos por decisão sobre o aborto

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, em 4 de maio de 2022, em Washington (AFP/SAUL LOEB) (SAUL LOEB)

A Casa Branca advertiu, nesta segunda-feira (9), contra a violência e ameaças decorrentes dos protestos por uma iminente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o aborto. Sua secretária de imprensa destacou que os juízes "devem realizar seu trabalho sem se preocupar com sua segurança pessoal".

Em sua conta oficial no Twitter, Jen Psaki pediu moderação após manifestações em frente às casas de dois juízes e um incêndio na sede de um grupo antiaborto no estado de Wisconsin.

O presidente americano, o democrata Joe Biden, “reconhece o direito constitucional à manifestação, que nunca deve incluir violência, ameaças ou vandalismo”, expressou Psaki.

Os protestos começaram na semana passada após o vazamento de um rascunho da decisão do tribunal que sugeriria que o órgão judicial - dominado por conservadores nomeados pelo governo do republicano Donald Trump (2017-2021)- está disposto a revogar uma lei que permite o aborto nos Estados Unidos.

O tema é um dos mais polarizados e polêmicos no país, onde os conservadores tentam revogar a jurisprudência resultante do caso "Roe v, Wade", que tornou o procedimento um direito há quase 50 anos.

O vazamento do rascunho da decisão - que segundo alguns magistrados não está concluída - reacendeu a chama de uma disputa incendiária. A conclusão final da corte é esperada para o final de junho.

Durante o fim de semana, dezenas de apoiadores do direito ao aborto se reuniram em Maryland em frente às casas de Brett Kavanaugh, um dos juízes que, segundo o rascunho, seriam favoráveis à revogação, e do atual presidente do tribunal, John Roberts, informou a imprensa americana.

Em Wisconsin, especialistas investigavam um incêndio na sede de um grupo antiaborto no domingo, informou a rede CBS.

Segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira pelo Pew Research Center, para 61% dos americanos o aborto deve continuar sendo legalizado em todos ou na maioria dos casos.

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