Casa Branca alerta contra qualquer 'dano' a opositor venezuelano Guaidó

John Bolton

O assessor de Segurança Nacional do presidente americano, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira (29) que qualquer tentativa de prejudicar o líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, terá "sérias consequências", enquanto o vice-presidente Mike Pence recebeu o encarregado de negócios nomeado pelo parlamento venezuelano.

"Permita-me reiterar: haverá sérias consequências para aqueles que tentem subverter a democracia e prejudicar Guaidó", tuitou John Bolton.

Washington reconheceu Guaidó como presidente interino da Venezuela depois que ele se autoproclamou no cargo e considerou que Nicolás Maduro deve deixar o poder.

Paralelamente, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu à mais alta corte que proíba a saída do líder opositor do país e congele suas contas,

Pence recebeu na Casa Branca Carlos Vecchio, designado por Guaidó como encarregado de negócios nos Estados Unidos, para discutir a crise na Venezuela.

"Queremos terminar com a ditadura de Maduro", disse Vecchio, assegurando que a disputa na Venezuela não é um tema de ideologia.

"É uma luta entre democracia e ditadura", para o qual pediu o apoio da comunidade internacional.

A subsecretaria de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Kimberly Breier, se reuniu com Veccio Vecchio e Julio Borges, nomeado delegado ante o Grupo de Lima. Ao encontro compareceu também Elliot Abrams, o novo enviado do secretário de Estado, Mike Pompeo, para Venezuela.

A reunião tinha como objetivo "debater os próximos passos em apoio à transição democrática na #Venezuela. Estamos todos juntos na busca por democracia", tuitou Breier.

Antes disso, Washington havia decidido entregar a Guaidó as contas da Venezuela nos Estados Unidos e estabeleceu sanções contra a estatal petroleira PDVSA, principal fonte de receitas do país, para pressionar Maduro.

O Departamento de Estado pediu nesta terça-feira a seus cidadãos que evitem viajar para a Venezuela por riscos e pela capacidade limitada da representação americana em prestar assistência.

Guaidó, de 35 anos, se autoproclamou depois que o Congresso, de maioria opositora, declarou Maduro um "usurpador" por assumir em 10 de janeiro um segundo mandato que - como grande parte da comunidade internacional - considera ilegítimo por ser resultante de eleições denunciadas como "fraudulentas".