Casa Branca diz que não há provas de complô de campanha de Trump com Rússia

Washington, 20 mar (EFE).- A Casa Branca reafirmou nesta segunda-feira que não existem provas de um suposto complô entre a campanha do agora presidente americano, Donald Trump, e o governo russo para interferir nos resultados das eleições de novembro do ano passado.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, insistiu em sua entrevista coletiva diária que não há evidências a respeito, depois que o diretor do FBI, James Comey, confirmou em uma audiência no Congresso que sua agência está investigando o assunto. Comey disse aos congressistas que o FBI está indagando sobre a natureza dos vínculos entre a equipe de Trump e o governo russo, e se houve "alguma coordenação" entre os esforços do Kremlin e a campanha do magnata para tentar influenciar nas eleições de 8 de novembro.

"Isso inclui investigar a natureza de qualquer vínculo entre indivíduos associados à campanha de Trump e o governo russo, e se houve alguma coordenação entre a campanha e os esforços da Rússia", afirmou Comey em sua declaração de abertura perante o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes.

De acordo com Spicer, "nada mudou" após a audiência de hoje nesse comitê, já que estar investigando essa suposta conivência entre a equipe de Trump e a Rússia "e ter prova disso são duas coisas diferentes".

O porta-voz enfatizou que congressistas que receberam a informação do FBI e inclusive James Clapper, que foi diretor nacional de inteligência no governo do ex-presidente Barack Obama, disseram que não encontraram indícios de cumplicidade entre a campanha de Trump e os russos.

Horas antes da audiência de hoje, Trump negou em uma série de mensagens no Twitter que sua campanha se aliasse à Rússia para interferir nas eleições de novembro. O presidente enfatizou que Clapper e "outros" disseram que não há provas que ele "tenha conspirado com a Rússia".

Em outro tweet, o líder afirmou que a "história russa" foi "inventada e impulsionada" pelos democratas para tramitar "uma campanha terrível".

A conclusão dos serviços de inteligência dos Estados Unidos é que sim houve ingerência russa nas eleições, através de ataques de hackers contra o Partido Democrata e a campanha da candidata presidencial Hillary Clinton, com o objetivo principal de beneficiar Trump. O que continua sendo uma incógnita é se houve colaboração entre o comitê de Trump e o Kremlin para orquestrar essa ingerência. EFE

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