Casa Branca minimiza investigação de assessor de Trump por laços com Rússia

Por Paul HANDLEY
Casa Branca em Washington, no dia 18 de março de 2017

A Casa Branca tentou se distanciar, nesta quarta-feira (12), de Carter Page, assistente de campanha do presidente Donald Trump, após a revelação de que ele foi investigado pela Polícia Federal americana (FBI) no ano passado por vínculos com a Inteligência russa.

O jornal "The Washington Post" informou que os investigadores federais conseguiram uma pouco frequente ordem judicial do sigiloso Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira para controlar as comunicações de Page. Essa foi a primeira confirmação de um caso de vigilância oficial sobre a equipe de Trump.

Durante a campanha de 2016, o então candidato Trump se referiu a Page como um de seus assessores em Política Externa.

Agora, vem à tona que os procuradores federais e um juiz do Tribunal da Inteligência suspeitavam de que o ex-banqueiro instalado em Moscou também trabalhava para os russos, ou com eles.

A Casa Branca tenta também minimizar os vínculos de Page e Trump durante a campanha.

Um funcionário da Presidência disse à AFP que Page nunca se reuniu com Trump, que não tinha identificação de campanha e que foi mencionado como assessor apenas porque o magnata sentia a pressão de provar que tinha conselheiros para suas políticas.

A fonte consultada pela AFP admitiu, porém, que Page pode ter escrito memorandos políticos para a campanha.

O FBI não quis comentar essas últimas informações, no momento em que se investiga a possível interferência de Moscou na eleição presidencial americana em 2016. Os democratas afirmam que esse processo pode ter contribuído para a derrota de sua candidata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, e para a consequente vitória de Trump.