Casa Branca se diz 'indignada' com absolvição de acusado por morte de Daniel Pearl

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A Casa Branca disse nesta quinta-feira (28) estar "indignada" com a absolvição, confirmada pela mais alta corte de justiça do Paquistão, do militante de origem britânica condenado por planejar o assassinato do jornalista americano Daniel Pearl por jihadistas em 2002.

O governo dos Estados Unidos está "indignado com a decisão do Tribunal Superior do Paquistão", afirmou a porta-voz do presidente Joe Biden, Jen Psaki, em coletiva de imprensa.

Chamou a decisão de "uma afronta às vítimas do terrorismo em toda parte" e pediu ao governo do Paquistão que "reveja suas opções legais".

O Tribunal Superior do Paquistão rejeitou nesta quinta uma série de apelações contra a absolvição de Ahmed Omar Saeed Sheikh, determinando que ele e três cúmplices relacionados ao caso deveriam "ser libertados imediatamente", embora não estivesse claro quando isso aconteceria.

Psaki observou que os Estados Unidos reconhecem as ações do Paquistão para tentar responsabilizar os assassinos de Pearl e também que Sheikh continua preso.

"Pedimos ao governo paquistanês que reveja rapidamente suas opções legais, incluindo a possibilidade de os Estados Unidos processarem Sheikh pelo assassinato brutal de um cidadão e jornalista americano", disse ela.

Pearl era o chefe de redação do The Wall Street Journal no sul da Ásia. Ele foi sequestrado em Karachi, em janeiro de 2002, enquanto preparava uma matéria sobre militantes islâmicos.

Quase um mês depois, após vários pedidos de resgate, um vídeo mostrando sua decapitação chegou ao consulado dos Estados Unidos.

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