Casa de cantora Maysa, em Maricá, foi vendida por Jayme Monjardim por R$ 3,2 milhões; veja fotos

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Jayme Monjardim se emocionou ao vender a casa da mãe, a cantora Maysa, para a prefeitura de Maricá (RJ). A ideia é que o espaço seja transformado em um museu. O imóvel, em ótimas condições, vinha sendo utilizado como casa de veraneio pela família do diretor de TV.

A casa, construída em estilo grego num grande terreno verde, de frente para o mar, foi toda projetada pelo cenógrafo italiano Gianni Ratto e custou aos cofres do município R$ 3,2 milhões. De acordo com a administração, o valor não se refere apenas à compra do imóvel em função de suas características como dimensões e localização do terreno, mas inclui também o valor histórico agregado, discutido com as famílias, e parte de um acervo.

A casa tem uma elegante escada de madeira sem corrimão no meio da sala, que chama atenção logo na entrada. É curioso, também, o fato de que a única forma de chegar até o quarto principal, que pertencia a Maysa, é dando uma volta pela casa: subindo as escadas e passando por fora, por uma varanda, até conseguir acessar o aposento. No terraço, onde a cantora recebia ilustres convidados para realizar saraus que varavam a madrugada, é possível ter uma vista ampla do mar.

— Vamos transformar as casas destes grandes intelectuais e pensadores do Brasil em casas-museus, revitalizando essas obras e, principalmente, destacando essa opção de vida que eles tiveram durante a vida, de em algum momento viver em Maricá — comentou o secretário municipal de Cultura, Sandy Bianchin, que estava na casa na tarde desta segunda-feira. — Cada casa terá um conceito baseado na obra da produção intelectual de cada uma destas personalidades: Maysa com a questão da música, da MPB, Beth com o samba, Darcy com foco na educação e antropologia, e João Saldanha no futebol.

Sobre a deslumbrante escada da antiga casa de Maysa, Sady, mais uma vez, destacou a identidade da cantora com a cidade:

— A Maysa realmente era moradora daqui. Então, ela viveu e, inclusive, morreu quando vinha para cá, num acidente na Ponte Rio-Niterói. Ela tinha uma relação direta com o território. Maricá é, como a Maysa falava, uma espécie de refúgio. Ela dizia que só foi feliz em Maricá. E eu acho que é isso, essa natureza exuberante daqui atraía essas grandes personalidades. Maysa e Darcy foram grandes personagens, puxadores de várias questões daqui.

O acervo do futuro museu — ainda sem data para chegar —, contará com cartas manuscritas, letras de músicas escritas em guardanapo, fotos, pinturas, músicas que não foram gravadas, pintura de quadros, publicações de jornais da época, entre outros objetos.

Filho de Maysa, Jayme Monjardim disse que a nova atribuição do local é “um sonho” para ele.

— Acho que esse vai ser um espaço que não é só dela, mas da música brasileira. É um espaço que a gente vai ter as sensações de estar ao lado de Maysa. É a realização de um sonho — disse.

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