Casa Verde e Amarela deixa de fora ao menos 42% das famílias sem moradia no Brasil

Cássia Almeida
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Hermes de Paula / Agência O Globo

RIO — O novo programa habitacional do governo, aprovado pelo Congresso no último dia 8, prevê juros reduzidos e foco em Norte e Nordeste, deixando de fora o contingente que mais colabora para o crescimento do déficit de moradias no país.

No Casa Verde e Amarela, que substitui o Minha Casa Minha Vida, o governo excluiu a chamada Faixa 1 do programa anterior, que subsidiava casas com prestações que não excediam 10% da renda de famílias com ganhos de até R$ 1.800.

Estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) obtido com exclusividade pelo GLOBO mostra que são exatamente os brasileiros neste segmento que mais precisam de uma política habitacional.

O trabalho preparado pela economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV, calcula que 41,6% do déficit habitacional do país são de famílias com renda de até um salário mínimo (R$ 1.045).