Casal de brasileiros preso no Líbano pode pegar até 8 anos de prisão; Entenda caso

Casal de brasileiros foi preso no Líbano ao transportar 1kg de cocaína em estômago - Foto: Arquivo Pessoal
Casal de brasileiros foi preso no Líbano ao transportar 1kg de cocaína em estômago - Foto: Arquivo Pessoal

Juliana Nunes do Nascimento, de 31 anos, e o namorado dela, Igor Antônio dos Santos Cabral, de 26 anos, foram detidos no Aeroporto Internacional de Beirute Rafic Hariri, no Líbano, no momento em que tentavam entrar no país com aproximadamente 1 kg de cocaína no estômago.

Moradores de Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul, o casal foi encontrado detido em uma prisão na cidade de Beirute, no Líbano, dias depois de ter desaparecido ao ir para São Paulo para fazer compras.

Caso o crime de tráfico internacional de drogas, o casal pode pegar uma pena de até oito anos de prisão.

De acordo com informações do portal G1 a advogada Aieda Muhieddine, associada ao Instituto Kanoun de Direito Comparado Brasil-Líbano, informou que o país do Oriente Médio não tem acordo de extradição com o Brasil, fazendo com que uma eventual condenação seja cumprida em território libanês.

Segundo publicação do "Jornal do Líbano" nesta quarta-feira (4), os brasileiros foram detidos com 500g de cocaína no estômago, cada um, no final de dezembro.

Ainda de acordo com o site, o casal foi detido por tráfico de drogas internacional. Neste caso, a pena é variável, podendo chegar a até oito anos de prisão.

No entanto, a greve do Judiciário atrasa andamento de processos e o Líbano não possui acordo bilateral de extradição com o Brasil.

O site voltado para a comunidade libanesa-brasileira afirma que a detenção dos brasileiros ocorreu quando eles chegavam de um voo que saiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com escala em Doha, no Catar.

Ainda não se sabe se o casal teria embarcado com a droga do Brasil ou se teria recebido a cocaína na escala feita em Doha.

Em razão dos riscos à saúde dos brasileiros, os suspeitos teriam sido encaminhados para expelir a droga em segurança.

De acordo com o G1, o Itamaraty afirmou que, "por meio da Embaixada do Brasil em Beirute, tem conhecimento do caso e presta a assistência cabível aos nacionais brasileiros, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local".

No entanto, a pasta diz que não pode fornecer detalhes específicos sem autorização dos envolvidos, em respeito ao direito à privacidade e a dispositivos legais.