Casal de idosos morto no Rio estaria dormindo quando foi esfaqueado em apartamento

Os idosos Geraldo Pereira Coelho, de 73 anos, e Oselia da Silva Coelho, de 72, mortos na madrugada do último sábado, dia 25, em um apartamento no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, podem sido esfaqueados pelo ex-genro enquanto estavam dormindo. Segundo o filho das vítimas, o professor Felipe da Silva Coelho, de 39, o casal tinha o hábito de deitar cedo no sofá-cama da sala, onde os corpos dos dois foram encontrados. Na ocasião, seu ex-namorado, o capitão de fragata Cristiano da Silva Lacerda, de 49, estava no cama-baú do quarto com uma faca ensanguentada. Ele foi preso e internado no Hospital da Marinha.

Foi namorado de filho das vítimas: Oficial preso por matar casal de idosos no Rio é transferido para Hospital da Marinha

No Jardim Botânico: Filho do casal de idosos morto a facadas diz que terminou o namoro com o acusado do crime porque ele o agrediu

Ao Globo, o professor contou que, após encontrar os pais mortos, gritou e pediu por ajuda aos vizinhos do prédio. Ele também conversou com a administradora do condomínio, que disse não ter ouvido qualquer barulho de briga ou discussão naquela noite em torno do horário em que aconteceu o crime. O casal estava passando uma temporada com o filho e voltaria a Fortaleza, no Ceará, terra-natal deles, na próxima semana. Nesta segunda-feira, os corpos serão levados para lá e serão enterrados no Cemitério Jardim Metropolitano, na tarde de amanhã.

Segundo Felipe, ele e Cristiano não namoravam mais desde o último carnaval, em abril, após dois anos de relacionamento, mas o militar seguiu morando no apartamento em que os dois viviam, no Jardim Botânico, onde o crime aconteceu, até conseguir encontrar um outro local. Ainda de acordo com o professor, os dois terminaram após uma briga violenta, em que o oficial lhe deu um tapa no rosto e um soco no peito.

Após mortes em imóvel: 'Nada vai apagar esse amor', publica filho de casal morto a facadas em apartamento

Na noite da última sexta-feira, Felipe foi chamado para um evento em Ipanema, também na Zona Sul da cidade, e deixou os pais com Cristiano em casa. Segundo o professor, num determinado momento, o militar começou a mandar mensagens, dizendo que ele precisava voltar porque a mãe estava passando mal.

— Ele me mandou mensagem, falou que minha mãe não estava bem e que era para eu voltar. Na mesma hora eu pedi um Uber. Ele seguiu mandando outras mensagens, perguntando se eu voltaria ou ficaria com meus amigos. E também me ofendeu — relatou Felipe, acrescendo que, quando chegou em casa, já encontrou os pais mortos no sofá-cama.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos