Casal que mora em veleiro sofre naufrágio e faz vaquinha para resgatar barco

O naufrágio de um veleiro no litoral baiano levou ao fundo do mar a casa do casal Roberto Gomes e Joice do Nascimento, nesta segunda-feira. Os dois noivos moravam na embarcação há cerca de três anos e tiravam dela o seu sustento através da venda de passeios turísticos em Paraty, no Rio de Janeiro. Após a embarcação ser atingida no casco pelo que acreditam ser uma baleia, a cerca de 40 quilômetros de Ilhéus, eles abriram uma vaquinha para arrecadar o dinheiro necessário para o resgate do veleiro, batizado de 'Adventus', e sua recuperação.

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— Meu barco estava pronto para dar a volta ao mundo — lamenta o ex-mecânico, de 47 anos, que havia equipado o veleiro para navegação oceânica para participar da edição deste ano da Refeno, a regata internacional de Recife/Fernando de Noronha:— Pelo tamanho do impacto, que aconteceu por volta das 8h30, a gente deduz que foi a passagem rápida de uma baleia.

Ele relata ter tentando tapar o buraco com os materiais que encontrava a sua frente, mas não teve sucesso.

Quando percebeu que o barco iria afundar, fez o pedido de socorro pelo sistema de rádio e alertou à noiva e a um amigo, que os acompanhava na viagem, para cortarem as cordas que prendiam o bote ao veleiro. Em menos de 10 minutos, relata, o barco já estava abaixo da superfície.

Com poucos pertences à mão e água potável, eles aguardaram o resgate no bote. Em pouco tempo, um barco pesqueiro os encontrou e os tirou da água. Desde então, eles estão alojados no apartamento de conhecidos em Ilhéus.

— A gente perdeu a nossa vida. Saímos do barco com roupa e camiseta e só. Perdemos tudo, está tudo embaixo de água. Aliança de noivado, geladeira, fogão, eletrônicos, roupas — conta Roberto.

O casal estuda agora como fará para salvar a embarcação do fundo do oceano. O cálculo final coloca o valor que irão necessitar na casa dos R$ 150 mil:

— É o dinheiro para o resgate, para recuperar o barco e reequipá-lo dos objetos perdidos. — explica Gomes.

Viver embarcado era um sonho antigo do mecânico, que começou a ser realizado quando ele se mudou para seu primeiro veleiro, seis anos atrás. A embarcação era pequena e, com ajuda de amigos, ele conseguiu comprar uma maior, que estava abandonado e passou por um longo processo de restauração. Sua noiva, Joice, largou a carreira de 16 anos como enfermeira para se juntar a ele, que finalmente havia conseguido reunir a estrutura necessária para investir no veleiro como seu meio de sustento:

— Estamos abalados, mas bem fisicamente. O sonho não pode parar desse jeito.

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