Caseiro que ajudou a encontrar Lázaro está desempregado: "Vivendo de doação"

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Caseiro Alain Reis de Santana ajudou nas buscas por Lázaro Barbosa
Caseiro Alain Reis de Santana ajudou nas buscas por Lázaro Barbosa
  • O caseiro que ajudou a força-tarefa nas buscas a Lázaro Barbosa está desempregado

  • Alain Reis de Santana, de 33 anos, é casado, tem seis filhos e vive de doações

  • Lázaro Barbosa, acusado de nove crimes, foi morto em 28 de junho após três semanas de buscas

O caseiro Alain Reis de Santana, que ajudou a força-tarefa nas buscas ao criminoso Lázaro Barbosa, está desempregado e vive de doações. Com 33 anos, ele chegou a ser preso suspeito de ajudar a esconder o criminoso, mas foi solto por falta de provas.

"Estou vivendo de doações. Quero arrumar um emprego para continuar minha vida e sustentar minha família. Estou aceitando toda oferta", disse o caseiro em entrevista ao portal G1.

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Alain é casado e tem seis filhos, com idades de 1 a 12 anos. Ele morava com a família em Águas Lindas de Goiás quando foi contratado para ser caseiro na fazenda de Elmi Caetano Evangelista, em Cocalzinho de Goiás. Ele trabalhava no local havia 21 dias quando a força-tarefa foi ao local e o prendeu junto com o fazendeiro. Alain contou ter visto Lázaro na propriedade e falou com o patrão, que negou o fato.

"Eu vim trabalhar inocente na fazenda. O Elmi me deu casa para ficar, nunca imaginava uma situação dessas", contou o caseiro. Com a prisão do fazendeiro, denunciado pelo Ministério Público por favorecimento e posse ilegal de arma de fogo, Alain está sem emprego e teme continuar na região.

"Se eu puder, eu queria sair de Girassol. Tem muita gente me ajudando, mas tenho medo do que outras pessoas podem falar ou fazer por acharem que eu estava ajudando o Lázaro", afirmou Alain ao portal G1.

Alain não sabe como fará para manter a família. A conta de água e luz estão para vencer e, sem dinheiro, teme que os serviços sejam cortados. O caseiro chegou a ser preso em 2017 por participar de um roubo a ônibus. Porém, disse que a situação foi um "momento de fraqueza" e que, desde então, está focado em trabalhar e dar uma vida melhor à família.

"É difícil não lembrar mais dessa história do Lázaro, mas quero seguir em frente. Tenho experiência como caseiro e trabalhando em lava-jato também. Aceito emprego em qualquer lugar", declarou.

Lázaro Barbosa, 32 anos, foi morto em 28 de junho em Águas Lindas por forças policiais depois de uma caçada de 20 dias que mobilizou 270 agentes. Ele é acusado de assassinar toda uma família de quatro pessoas em Ceilândia, no Distrito Federal.

Durante o período em que ficou foragido, Lázaro se movimentava por dentro da mata entre as cidades de Cocalzinho de Goiás e Águas Lindas. Durante as buscas, foram usados helicópteros, viaturas, cachorros, drones com visão térmica, rádios especiais e antes amplificadores de sinal.

Mesmo com todo o equipamento, o conhecimento de Lázaro da região, onde cresceu, deu vantagem na fuga. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás afirma que Lázaro era um "mateiro".

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