Caseiro que matou esposa e enteada é fã de Lázaro Barbosa

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Foto: Reprodução
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  • Crime ocorreu no último domingo

  • Colega conta que Wanderson 'considerava o maníaco um heroi'

  • Ele segue foragido

O homem acusado de assassinar sua esposa, de 19 anos, que estava grávida, e sua enteada, de 2 anos, em Corumbá de Goiás, neste domingo (28), era fascinado por Lázaro Barbosa, o assassino em série que no começo deste ano foi protagonista de uma caçada policial.

Um colega de Wanderson Mota Protácio, 21, contou sobre sua admiração pelo “serial killer do Distrito Federal” em entrevista ao portal Metrópoles.

“Ele falou que era fã do Lázaro. Disse que era seguidor do Lázaro. Eu achei estranho, mas ele considerava o maníaco um herói, e que tinha dado trabalho para a Polícia do Goiás”, disse.

Apesar da admiração, Wanderson não tem os mesmo conhecimentos, como aqueles necessários para sobreviver e fugir pela mata e tampouco para tratar com animais, segundo afirmou o proprietário da chácara onde ele trabalhava como caseiro ao Metrópoles.

Quando foi contratado, Wanderson não apresentou documentos, mesmo com os pedidos dos patrões, que chegaram a cogitar demiti-lo por essa razão. Ele teria relatado aos patrões que trabalhou na Olaria Santa Rita, em Vianópolis (GO) e com tomates em Cocalzinho (GO).

Aos contratantes, também contou que foi criado pela avó no município de Alexânia (GO) e que não conhecia sua mãe. Já seu pai seria nativo do Maranhão e trabalha em em Minas Gerais.

“Era um conversador, mentiroso e vivia rindo”, descreveu um colega, que também afirmou que Wanderson era prestativo, agitado e elétrico.

O suspeito dizia que não consumia bebidas alcoólicas, mas a polícia encontrou diversas latas de bebidas abertas na cena do crime - a casa onde ele vivia com a família.

Ainda de acordo com o colega, Wanderson demonstrou ciúmes de sua mulher, Rânia Aranha Figueiredo, e que sua enteada parecia ter medo do padrasto. “Tinha momentos em que ele era frio. Um dia gritou com a menina. Ela estava assustadíssima. Olhava com medo”.

A polícia encontrou os corpos da mãe e da filha na cozinha da casa, que estava suja de sangue e cheia de pratos quebrados. No quarto do casal, agentes encontraram uma mala com roupas da mulher.

Depois de matar a mulher e a criança, Wanderson roubou a arma do patrão e foi até uma chácara vizinha. Lá matou o dono do local com um tiro e tentou estuprar sua esposa, que acabou levando um tiro no ombro.

O homem então roubou o carro da chácara e fugiu. Agora, uma força-tarefa das Forças de Segurança Pública de Goiás trabalha na captura. No total, são 50 pessoas trabalhando na operação, apoiadas por um helicóptero.

A investigação também constatou que Wanderson já foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio, em 2019. Na época, ele admitiu à polícia que esfaqueou nas costas a irmã de sua madrasta, Lucinelma Silva Pinheiro, de 18 anos, e que só parou o ataque porque a faca quebrou-se em três pedaços. Segundo o processo judicial, não havia motivação concreta para o crime. “Devido a seu estado, tinha o intuito apenas de matá-la, mas não havia motivo de fazer tal ato e só o fez pois havia feito uso de drogas e bebida alcoólica”, afirma um trecho do documento.

Relembre o caso Lázaro

Lázaro é suspeito de assassinar um casal e dois filhos em uma chácara no Incra 9, em Ceilândia (DF), no dia 9 de junho de 2021. Ele atacou a família com tiros e facadas e roubou coisas da casa. Após o crime, ele conseguiu fugir pela mata da região e rodovias. Para isso, furtou carros, que dirigiu pela rodovia BR-070, que depois incendiou e abandonou.

No dia 11 de junho, ele chegou em Cocalzinho de Goiás. No dia seguinte, ele atirou em quatro pessoas, invadiu fazendas e colocou fogo em uma casa para fugir. As vítimas foram encaminhadas a hospitais da região. No dia 15 de junho, Lázaro fez um casal e um adolescente refém em Edilândia.

No dia 17, houve trocas de tiros entre policiais e o fugitivo, e se supõe que Lázaro se encontre ferido.

Foram usados mais de 200 homens na caçada, que durou 20 dias, e diversos equipamentos de segurança. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás não divulgou ainda os valores destinados à operação. No entanto, estima-se que foi destinado uma alta quantia para a captura de Lázaro.

Ele acabou morto no dia 28 de julho por policiais.

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