Caseiro retratou personalidade de Lázaro antes da morte: "É frio, de doido não tem nada"

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  • Lázaro foi capturado e morto pela polícia nesta segunda-feira

  • Ele foi ajudado por um fazendeiro, que o abrigou durante dias

  • Caseiro contou que o criminoso era frio e "de doido não tinha nada"

Peça fundamental na investigação que levou à captura e morte de Lázaro Barbosa nesta segunda-feira, Alain Reis Santana retratou sua personalidade. Ele era o caseiro da fazenda que escondeu o criminoso por alguns dias, em Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Alain afirmou que Lázaro era um homem “frio”. “Ele estava bem consciente. É um homem que de doido não tem nada”, resumiu.

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O caseiro trabalhava há três semanas para o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, que abrigou Lázaro e o auxiliou na fuga que durou 20 dias e gerou comoção por todo o país. O criminoso só foi encontrado nesta segunda, quando foi morto em confronto com a polícia de Goiás.

Alain chegou a ser preso na quinta-feira por suspeita de também auxiliar o fugitivo, mas acabou sendo solto no dia seguinte em audiência de custódia, por falta de provas contra ele.

Lázaro provocou caos com uma onda de crimes no Centro-Oeste - Foto: Reprodução
Lázaro provocou caos com uma onda de crimes no Centro-Oeste - Foto: Reprodução

Desde então, o caseiro passou a auxiliar a polícia nas buscas por Lázaro e é considerado peça fundamental na mudança dos rumos das investigações. Foi ele que fez os agentes trabalharem com a informação de que o criminoso não agia sozinho.

Alain contou que viu Lázaro pela primeira vez no fim do expediente de 18 de junho. Na ocasião, o fugitivo estava mancando, após escapar de um confronto com a polícia.

Momento em que o criminoso foi levado pela polícia - Foto: Reprodução
Momento em que o criminoso foi levado pela polícia - Foto: Reprodução

“Ele estava em pé, encostado na parede, carregando o celular na tomada. Quando me viu, ele tirou o celular e saiu andando, mas não correu. De primeira, fiquei em dúvida, porque tinha visto o noticiário poucas vezes”, lembrou.

Caseiro foi ameaçado por criminoso

O segundo encontro, porém, foi menos pacífico. O caseiro relatou que foi ameaçado por Lázaro. “Falou da minha família e deixou bem claro que se eu entregasse o esconderijo, iria matar eu, minha mulher e meus filhos. Depois, saiu.”

O medo do que o “serial killer do DF” poderia fazer com ele e sua família fizeram com que Alain se mantivesse calado até ser detido pela polícia. “Não denunciei por medo de morrer, já que ele disse meu endereço e citou toda a minha família.”

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