Casimiro abre o jogo sobre assédio, cancelamento e ida para a TV aberta

Casimiro foi eleito o Homem do Ano (Foto: André Horta/BrazilNews)
Casimiro foi eleito o Homem do Ano (Foto: André Horta/BrazilNews)

Casimiro é um fenômeno nas redes sociais. O influenciador digital, streamer, comentarista esportivo e jornalista fala diretamente com o público jovem e é capaz de arrastar multidões não só virtualmente. Nesta quinta-feira (3), ele foi eleito o Homem do Ano na categoria Conteúdo Digital pela GQ Brasil e se tornou a atração do evento que reuniu famosos no Copacabana Palace. Todo mundo queria uma foto, um vídeo, um abraço do Cazé. Humilde, ele minimizou o assédio e revelou estar acostumado com o "carinho da galera".

"Tenho lidado de forma natural. Brinco com a galera porque quando eu era mais novo, eu gostava de tietar as pessoas que gosto também. Entendo quando pedem uma foto, um vídeo. É um processo natural. É estranho porque foi tudo muito rápido, mas tento lidar da melhor forma porque são pessoas que gostam do meu trabalho", diz ele, que nunca deixou de sair por causa dos fãs.

"Não deixo de sair para lugar nenhum. É que sempre fui caseiro mesmo, sempre gostei de ficar em casa. Quando saio geralmente é para lugares mais certos, assim, mas nunca deixei de ir para algum lugar ou saí de algum lugar por causa disso", afirma.

Sem conseguir citar um momento que possa explicar sua "virada", Casimiro acha que só foi notar a fama quando foi ao shopping, "Você percebe que em certos horários é meio complicado porque a galera pede foto, aglomera muita gente. Quando você entende isso fica 'putz, acho que mudou meu nível'. Mas atendo com naturalidade", reforça, aos risos.

Sem medo de cancelamento

Ter milhares de seguidores é bom, isso ninguém nega, mas requer responsabilidade. Casimiro sabe que é assistido por milhares de pessoas e não tem medo de ser cancelado. Com lives de mais de 8 horas por dia, o influenciador prefere não pensar nos problemas para não perder sua espontaneidade.

"Tenho que entender o peso das coisas que falo, mas falo com naturalidade. Nunca me policiei para falar algo que me cancelasse. Eu não penso coisas desse tipo, entendeu? Falo com naturalidade mesmo. Não tenho esse medo. Acho que uma pessoa que fica 8 horas ao vivo diariamente não deve ter esse medo porque se tiver você deixa de ser autêntico e essa é a essência da parada", explica.

Recentemente, Cazé teve um dos tuítes mais curtidos do Brasil ao se posicionar diante de uma fake news publicada por Flávio Bolsonaro. Na ocasião, o filho do presidente compartilhou uma montagem com a intenção de propagar que o streamer votaria em Bolsonaro (PL). Após a repercussão, o jovem se manifestou nas redes sociais declarando voto em Lula (PT).

"Foi um post que fiz para me defender e deixar claro meu posicionamento e acabou que virou um tuíte bem curtido, mas não foi com esse intuito", afirma, salientando que não se preocupou em perder seguidores bolsonaristas.

"Acho que ninguém deve ter medo de perder seguidor por falar o que pensa, por se defender ou por falar o que acha correto. Se você fala o que quer, você tem que arcar com o que vai vir. Se você está ao vivo ali, direto falando com o pessoal, você vai estar sempre em contato com opiniões diferentes", justifica.

Ida para a TV aberta

Desde a sua "explosão" nas redes sociais, Casimiro flerta com emissoras de TV. Quando Faustão saiu da Globo, inclusive, internautas apostaram na ida do influenciador para o canal. De lá para cá, ele já fez participações na Record, Band e SBT. Questionado pelos jornalistas durante a premiação, porém, o influenciador negou ter recebido propostas para um programa autoral.

"Não recebi nenhuma proposta. Acho que essas brincadeiras de ter uma inserção minha em um programa ou outro é legal, mas fica só por aí. Amo o que faço, gosto do que estou fazendo e vou fazer muito mais", diz ele, que tem focado na transmissão da Copa do Mundo no seu canal da Twitch.

"A TV aberta pede outras coisas, formatos diferentes. Você ficar ao vivo, sei lá, seis horas, é uma grade inteira. Uma programação muito extensa em que você faz coisas diferentes. Esse contato muito direto com o público também é muito difícil para a TV aberta. Acho que são mundos diferentes, não concorrentes, mas diferentes e complementares", avalia, com a promessa de "continuar fazendo história".