Casino quer vender R$ 2,6 bi em ações do Assaí

Assaí: grupo Casino se prepara para uma possível venda de R$ 2,6 bi em ações do mercado de atacarejo (REUTERS/Paulo Whitaker)
Assaí: grupo Casino se prepara para uma possível venda de R$ 2,6 bi em ações do mercado de atacarejo (REUTERS/Paulo Whitaker)
  • Movimento vem após uma piora nos índices financeiros do grupo francês;

  • Assaí é a rede latino-americana do Casino que melhor desempenha;

  • Venda ainda não é uma certeza, afirmaram executivos do Assaí.

O Casino, conglomerado francês que é dono do Grupo Pão de Açúcar (GPA) no Brasil, anunciou que está iniciando estudos para uma potencial venda de ações do Assaí, rede que melhor desempenha em todo grupo, no valor de US$ 500 milhões, ou R$ 2,6 bilhões, que pode ser aumentado ou diminuído conforme as condições do mercado.

Na semana passada, uma piora nos indicadores financeiros do Casino aumentou as inseguranças dos credores com o grupo, o que levou a matriz a buscar uma solução rápida do seu endividamento. Segundo um relatório da JP Morgan assinado pelos analistas Joseph Giordano, Nicolas Larrain, Guilherme Adami Vilela, "o Assaí é a fonte de financiamento mais fácil/rápida para o Casino entre as três subsidiárias que cobrimos".

O Casino possui 41% dos papéis do Assaí, sendo este o ativo latinoamericano que mais oferece crescimento de caixa para a matriz. Outra rede de mercado que também pode estar na mira para venda é o Grupo Éxito, que opera na Colômbia. Seu valor de mercado, no entanto, é insuficiente para cobrir sozinhos as dívidas do grupo.

O JP Morgan, um dos principais bancos que estão analisando os indicadores financeiros do grupo, também estará responsável, junto do BTG Pactual e do Itaú, em analisar os termos da possível oferta de ações ao mercado.

O banco de investimentos também afirmou, na semana passada, que a venda de ações do Assaí seria uma boa oportunidade de negócios para a instituição financeira. Se for esse o caso, seríamos compradores do Assaí, apesar da pressão de curto prazo, pois a empresa tem um dos perfis de crescimento mais fortes em nossa cobertura e deve imprimir uma taxa de crescimento anual composta de 18% no lucro da companhia por ação ordinária em cinco anos", afirmaram.