Caso Aleksandro: Em depoimento, motorista do ônibus negou alta velocidade e disse já ter trabalhado para outra dupla sertaneja

A investigação sobre o acidente com o ônibus da dupla Conrado e Aleksandro está em uma fase em que são fundamentais os laudos das perícias técnica e legal. O primeiro será feito a partir de indícios coletados e observados no local em que o veículo tombou, na altura do quilômetro 402 da Rodovia Régis Bittencourt, no município de Miracatu, região sul do estado de São Paulo. O segundo, elaborado por profissionais do Instituto Médico Legal (IML) da cidade de Registro, nas proximidades, vai determinar os tipos de ferimentos e as causas das mortes de Aleksandro e mais cinco passageiros. O cantor João Vitor Moreira, cujo nome artístico é Conrado, e o músico Julio César Bigoli, integrante da equipe, permanecem hospitalizados.

Essas peças irão ajudar no quebra-cabeças que o delegado Carlos Eduardo Ceroni, responsável pelo caso, está montando para determinar a causa e a responsabilidade em torno do acidente. Ele já colheu os depoimentos de 13 pessoas, entre passageiros, policiais rodoviários federais e bombeiros, que chegaram primeiro ao local. Um dos mais fundamentais foi o do motorista Valdoir Martins, condutor reserva que dirigia o ônibus da dupla.

— Ele estava tranquilo. Disse que tem 32 anos de experiência e que já trabalhou para a dupla sertaneja Thaeme e Thiago. Ele afirmou que realmente o pneu estourou e que por isso perdeu o controle do ônibus. Garantiu também que não estava correndo — contou Ceroni.

Se houve excesso ou não de velocidade, o laudo técnico irá dizer. Peritos que estiveram na cena do acidente recolheram partes do ônibus, incluindo o velocímetro, peças que se soltaram do veículo no momento em que ele caiu no canteiro central e tombou e analisaram até o tipo de marca que os pneus deixaram no asfalto da antiga rodovia da morte paulista.

Segundo Ceroni, a versão contada pelo motorista bate com a dos passageiros acordados na hora do acidente. A maior parte dos 19 integrantes da equipe dormia, caso de Aleksandro, e não usava cinto de segurança:

— Dependendo do resultado da investigação, o motorista pode responder por homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo. Isso não significa que haverá condenação. É preciso saber se houve imperícia ou imprudência.

Além de Aleksandro, os músicos Wisley Aliston Roberto Novais, Marzio Allan Anibal e Roger Aleixo Calgnoto, o roadie Giovani Gabriel Lopes dos Santos e o técnico de luz Gabriel Fukuda morreram no acidente. Segundo o IML de Registro, os laudos já estão em fase de finalização.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos