Caso Bárbara: assassino pode ser responsável pela morte de outra criança há 10 anos

Suspeito de matar Bárbara pode ter assassinado outra criança - Foto: Reprodução
Suspeito de matar Bárbara pode ter assassinado outra criança - Foto: Reprodução
  • Responsável pela morte de Bárbara Vitória teria matado outra criança há 10 anos

  • Bianca Faria tinha 11 anos e morreu em circunstâncias semelhantes em 2012

  • A garota era vizinha de Paulo Sérgio de Oliveira em Santa Luzia, também na Grande Belo Horizonte

Apontado como autor do assassinato da pequena Bárbara Vitória, de apenas 10 anos, Paulo Sérgio de Oliveira, 50, é considerado suspeito pela morte de outra criança em circunstâncias, também em Minas Gerais.

Paulo Sérgio foi encontrado morto na casa de uma tia no último dia 3, um dia depois da localização do corpo de Bárbara Vitória. A criança foi encontrada perto de um campo de futebol em Ribeirão das Neves, asfixiada e com sinais de violência sexual.

Em 2012, a pequena Bianca dos Santos Faria, de 11 anos, foi morta em circunstâncias semelhantes em Santa Luzia, também Região Metropolitana de Belo Horizonte. Seu assassino nunca foi preso.

Como Bárbara, Bianca foi assassinada após sair da casa dos pais para comprar pão. Seu corpo foi encontrado dois dias depois em um matagal da cidade, ensanguentado e também com indícios de estupro. Outra semelhança: a garota também foi estrangulada, com um cadarço.

Advogada da família de Bárbara, Aline Fernandes relatou ao jornal O Globo ter descoberto que Paulo Sérgio era vizinho de Bianca na época do assassinato.

Delegado responsável pelo caso em Ribeirão das Neves, Fábio Werneck foi questionado sobre a possibilidade de o criminoso ter matado a garota em 2012.

"Não sei dizer absolutamente nada sobre esse caso porque é outro município, outra delegacia que investiga. Eu não sei informar se ele e principal suspeito, se é suspeito... o que eu sei é que surgiu a possibilidade de ele ser (o autor do crime), por ele já ter residido em Santa Luzia, mas eu nem sei se essa possibilidade já não foi descartada", declarou em entrevista coletiva na última quarta (10).

Agora, o material genético colhido de Paulo Sérgio, que comprovou que havia secreções dele no corpo de Bárbara, deve ser encaminhado a um banco de dados para que seja analisado na investigação de crimes anteriores, como o de Bianca.

Críticas ao trabalho da polícia

Aline Fernandes fez críticas ao trabalho da polícia na condução do caso de Bárbara, especialmente pela liberação de Paulo Sérgio após o suspeito ser detido um dia antes da localização do corpo da criança, quando ela ainda era dada como desaparecida.

Na ocasião, a polícia chegou ao rapaz após análise de imagens de câmeras de segurança que mostravam ele ao lado da menina. Na casa do homem, foi encontrado um saco de pães, semelhante ao que Bárbara carregava quando desapareceu. Mesmo assim, Paulo foi libertado por ausência de provas.

"Por que a Polícia Civil liberou o único suspeito, mesmo depois de ouvi-lo, apesar de tantos indícios? É importante esclarecer que constou em boletim de ocorrência, realizado pela Polícia Militar no dia 1º de agosto, a existência da sacola de pão na casa do suspeito, assim como relatado pela mãe de Bárbara. O suspeito foi a última pessoa a ser vista em vídeo com a menor. Esse fato por si só seria o suficiente para ensejar a decretação da prisão preventiva ou temporária do sujeito, o que infelizmente não ocorreu", declarou.

Os indícios são de que Paulo tenha se suicidado. Ele chegou a passar pela casa de outros parentes após cometer o crime, mas todos tinham medo de recebê-lo. "Ele estava jurado de morte no bairro em que vivia em Ribeirão das Neves", explicou Werneck.

Conhecido da família

Dois dias antes do desaparecimento de Bárbara, Paulo realizou um serviço básico de elétrica na casa onde a garota vivia com os pais.

"A vítima estava no momento, mas segundo a mãe eles não chegaram a conversar, não ficaram sozinhos. Cinco anos atrás aproximadamente, a família da Bárbara, inclusive ela, morava perto da casa do Paulo. Esse imóvel pertence a familiares do Paulo”, relatou Werneck.