Caso Bruno e Dom: PF pede que Colômbia fique em presídio de segurança máxima

A Polícia Federal (PF) solicitou que Rubens Villar Coelho, conhecido como "Colômbia" e apontado como mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, fique em presídio de segurança máxima. O resultado da investigação conduzida pela PF foi divulgado nesta segunda-feira, apontando que Colômbia teria sido o mentor intelectual dos crimes, cometidos em junho do ano passado, no Vale do Javari, no estado do Amazonas.

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Colômbia responde na Justiça Federal por um processo no qual é acusado de liderar a pesca ilegal no Vale do Javari, local em que a dupla foi assassinada. Ele está preso desde dezembro, acusado de ser o mandante do crime.

— Não tenho dúvida que o mandante foi o Colômbia. Temos provas que ele fornecia as munições para o Jefferson e o Amarildo, as mesmas encontradas no caso. Ele pagou o advogado inicial de defesa do Amarildo — disse o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Fontes, em entrevista coletiva na tarde desta segunda.

Segundo a PF, "as investigações apontaram um quarto participante do duplo homicídio, Edivaldo da Costa de Oliveira (irmão do “Pelado”), responsável por emprestar a espingarda utilizada para matar as vítimas e ter atuado também na ocultação dos corpos".

De acordo com o ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Fontes, que esteve à frente da Superintendência durante grande parte das investigações, "há fortes convicções de que Colômbia teria sido o autor intelectual dos crimes", tendo "planejado as mortes em razão da fiscalização à pesca ilegal realizada pelo indigenista Bruno Pereira, que trazia grandes prejuízos ao grupo criminoso". Houve ainda o indiciamento de dez pessoas por "prática de pesca ilegal e associação criminosa armada".

A prisão de Colômbia havia sido decretada porque ele teria descumprido as condições da sua liberdade provisória. Segundo a PF, ele será encaminhado para a audiência de custódia e de lá irá voltar ao sistema prisional.

O Ministério Público Federal pediu que Ruben Dario da Silva Villar voltasse a ser preso após um Oficial de Justiça constatar que a casa em que ele deveria estar residindo estava desocupada. Procurada pelo Oficial na ocasião, a proprietária disse não conhecer o homem.