Caso Bruno e Dom: PF descarta envolvimento de um dos suspeitos

Indígenas participam de protesto exigindo justiça para o jornalista Dom Phillips e o especialista indígena Bruno Pereira, que foram assassinados na Amazônia, em São Paulo, Brasil 23 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
Indígenas participam de protesto exigindo justiça para o jornalista Dom Phillips e o especialista indígena Bruno Pereira, que foram assassinados na Amazônia, em São Paulo, Brasil 23 de junho de 2022. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)

A Polícia Federal libertou um dos suspeitos no envolvimento das mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalismo britânico Dom Phillips. Gabriel Pereira Dantas, 26 anos, havia se entregado à Polícia Civil de São Paulo na quinta-feira (23), afirmando ter participação nos crimes ocorridos no Vale do Javari (AM).

Ele ficou preso até esta sexta-feira (24), quando foi levado à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvido e prestar esclarecimentos sobre os fatos, de acordo com nota divulgada para a imprensa.

Segundo a PF, o suspeito “optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado”. Ele foi posto em liberdade porque, segundo as investigações, não há indícios de que ele tenha participado dos assassinatos. A PF afirma que Dantas “apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados“.

Quando se entregou na quinta (23), a polícia pediu a prisão temporária de Dantas, mas a Justiça de Atalaia do Norte (AM), que está à frente do caso, negou. As razões não foram informadas, de acordo com a apuração do site Poder360.

Gabriel Pereira Dantas alega que viu os assassinos atiraram nas vítimas. Ele afirma que ajudou a jogar os pertences deles no rio e que pilotou o barco supostamente utilizado no crime. Bruno e Dom navegavam no rio Itacoaí entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, quando desapareceram no dia 5 de junho.

SUSPEITOS

Outros 3 suspeitos estão presos: o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado“, o irmão de Amarildo, Oseney da Costa, conhecido como “Da Costa" e Jeferson da Silva Lima, chamado de “Pelado da Dinha”.

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