Caso Daniel: testemunhas divergem sobre morte do jogador

Testemunhas relataram os últimos momentos de Daniel na casa da família Brittes (Reprodução / Arquivo)

Duas testemunhas da morte do jogador Daniel deram versões diferentes sobre o dia do crime. Em entrevista para TV Globo, sob anonimato, ambas descrevem a participação de Eduardo Purkote, sétimo preso. Segundo as duas pessoas, o jovem não fez nada contra o jogador, enquanto o mesmo apanhava de Edison Brittes.

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Segundo o delegado Amadeu Trevisan, Eduardo é suspeito por ter quebrado o celular da vítima, arrombado a porta do quarto e de agredir Daniel dentro e fora da casa. As duas testemunhas também estavam na casa da família Brittes, para a comemoração dos 18 anos de Allan. A festa começou em uma boate e teve continuidade na casa, onde Daniel acabou morrendo. Allana é filha do empresário Edison Brittes Júnior. Ele confessou ter matado Daniel. O jogador tinha 24 anos.

Uma das testemunhas afirmou que Edison Brittes pegou a faca para cortar o órgão genital de Daniel. Outra testemunha garantiu em depoimento que o gesto partiu de Eduardo.

Foram impedidas de ligar para a ambulância

Daniel começou a ser espancado dentro da casa, em São José dos Pinhais, Paraná, e foi levado para o lado de fora, onde as agressões continuaram. “O Edison arrastou o Daniel para fora do quarto. Largou ele na calçada”, relatou umas das jovens.

“Cheio de sangue, estava sangrando muito, bastante. Já estava bem debilitado, estava bem machucado. Continuaram batendo nele, davam chute. Deixaram ele de bruço, tiraram a cueca dele e continuaram a bater nele”, contou a outra.

As garotas afirmaram que, quando viram Daniel muito machucado, tentaram ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas foram impedidas por Edison Brittes. O corpo do jogador foi encontrado mutilado em um matagal. O órgão genital dele foi cortado.

O que Edison Brittes alegou foi que Daniel tentou estuprar a esposa do empresário, Cristiana Brittes. Contudo, a Polícia Civil do Paraná já afirmou que não houve tentativa de estupro. A família Brittes e outros quatro suspeitos de participação na morte do jogador estão presos. A prisão de todos é temporária, com prazo de 30 dias.

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