Caso Daniella Perez: relembre o assassinato cometido por Guilherme de Pádua em 1992

Morto neste domingo, depois de sofrer um infarto dentro de casa, o ex-ator Guilherme de Pádua foi responsável por um homicídio que chocou o Brasil nos anos 1990. O assassinato da também atriz Daniella Perez, que virou série documental 29 anos depois do ocorrido, aconteceu na noite do dia 28 de dezembro de 1992. A filha da roteirista Gloria Perez foi encontrada morta a facadas em um matagal na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro. Oito delas acertaram o coração.

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À época do incidente, a jovem de 22 anos estrelava a novela "De Corpo e Alma", escrita pela mãe e exibida pela Rede Globo. Ela dava vida à personagem "Yasmin", par romântico do personagem de De Pádua na ficção, batizado de "Bira". Para executar a morte violenta da parceira de set, o colega de trabalho de Daniella contou com a ajuda da então esposa, Paula Thomaz.

Antes da autoria do crime ser revelada pela polícia, Guilherme chegou a consolar a mãe e o marido da vítima no local em que ela foi encontrada sem vida. Daniella Perez era casada com o ator Raul Gazolla. O carro do ator, que momentos antes havia abraçado Glória, foi visto por uma testemunha no local do assassinato.

Informalmente, o ator acabou confessando a culpa a um dos delegados da 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, para onde a investigação foi conduzida. Depois de quatro anos, ele e a companheira foram condenados por dois júris. Guilherme a 19 anos de prisão e Paula a 15.

Apesar disso, os dois foram soltos bem antes do fim da pena, quando haviam cumprido apenas um terço do previsto. De Pádua deixou a cadeia no dia 14 de outubro de 1999, quando tinha 29 anos. Já a ex-mulher dele, por sua vez, foi liberada do presídio três semanas depois, em 5 de novembro.

Nos últimos tempos, Guilherme atuava como pastor da Igreja Batista da Lagoinha, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Em 2017, 20 anos após a condenação, ele se casou pela terceira vez com a maquiadora Juliana Lacerda.

Mesmo enlutada, Gloria Perez não se deixou paralisar pela dor. Durante o processo, a roteirista liderou uma grande mobilização para mudar a legislação penal. A mãe de Daniella reuniu 1,3 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que aprovou a primeira emenda popular da história do Brasil, tornando, assim, o homicídio qualificado como crime hediondo.