Caso Dom e Bruno: 'Pelado', suspeito preso, se diz arrependido de cometer os crimes

Amarildo da Costa de Oliveira confessou ter matado o indigenista Bruno Pereira E Dom Phillips.
Amarildo da Costa de Oliveira confessou ter matado o indigenista Bruno Pereira E Dom Phillips.

O assassino confesso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips declarou estar arrependido de cometer os crimes, segundo informações do jornal O Estado de São Paulo.

Amarildo da Costa Oliveira, 42 anos, conhecido como “Pelado”, está preso em Atalaia do Norte (AM) e para a polícia alegou ser um pescador comum do Vale do Javari. Entretanto, as Polícias Civil e Federal, além dos indígenas, têm informações de que ele faz parte de uma rede criminosa envolvida em comércio ilegal de espécies raras de peixes, tráfico de armas e drogas.

Pelado atua junto com um homem apelidado de Colômbia, um peruano casado com uma brasileira e com dupla cidadania. De acordo com apurações do repórter Vinícius Valfré, o peruano é dono de propriedades em Benjamin Constant, cidade do extremo oeste do Amazonas, sendo o responsável por vender os peixes que Amarildo pescava. Esse esquema abastece, inclusive, comércios, hotéis, restaurantes e cafés do Alto Solimões, mas também de cidades mais distantes como Tefé e Manaus.

As investigações policiais também trabalham com a suspeita de que ele seria um intermediário de cartéis de narcotraficantes e comprador de recursos explorados por pescadores no território indígena do Vale do Javari. A polícia procura por Colômbia.

Quem é Amarildo?

Amarildo ganhou o apelido de Pelado porque nasceu sem cabelos. Filho de pais ribeirinhos, ele tem sete irmãos, sendo quatro homens que foram iniciados no ofício da pesca. Ele era um adolescente em 1996, quando o governo criou o território indígena do Javari, após uma série de assassinatos de isolados por pescadores e madeireiros. A medida estipulou que os ribeirinhos estavam autorizados a pescar apenas nos rios e lagos próximos de suas comunidades. Desse modo, os cursos da área demarcada, que engloba as cabeceiras do Itaquaí, ficariam restritos aos indígenas. Pelado é muito conhecido por indígenas e indigenistas que denunciam a exploração ilegal e chegou a ser citado em relatórios que Pereira produzia sobre invasões a terra indigenas. De acordo com os investigadores, Pelado teria tentado obter alguma vantagem para confessar o crime. “A porra da Justiça é foda”, teria revelado aos agentes.

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