Caso Eliza Samudio: ex-policial José Lauriano, o Zezé, será julgado nesta terça-feira por envolvimento na morte de modelo

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Será julgado nesta terça-feira, em Contagem, em Minas Gerais, o ex-policial civil José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, por envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, em 2010, a mando do goleiro Bruno. Zezé é acusado de assassinato, sequestro e cárcere privado da modelo, além da ocultação do cadáver, corrupção de menores e coação no curso do processo.

A prisão preventiva de José Lauriano foi pedida em julho de 2015 pelo juiz Elexander Camargos Diniz, mas ele jamais ficou detido. respondeu ao processo em liberdade e é o último envolvido que será julgado pela suposta participação no assassinato de Eliza.

"Há três noites que não durmo direito. Estou muito apreensiva. Espero que consigamos entender melhor o assassinato da Eliza, e o que fizeram com o corpo dela", diz Sônia Moura, mãe de Eliza, e detentora da guarda de Bruno Samudio, filho da modelo com o ex-goleiro do Flamengo.

Todos os réus que foram julgados pelos crimes contra Eliza Samudio e o filho dela foram condenados, com exceção de Dayane Rodrigues, ex-mulher de Bruno, que foi absolvida das acusações. Fernanda Gomes de Castro, uma das namoradas de Bruno na época, foi condenada a cinco anos pelo sequestro e cárcere de Eliza e Bruninho, mas cumpriu a pena em liberdade, tempo que se graduou em Direito e hoje atua como advogada num escritório. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço direito do ex-ídolo do Flamengo, foi sentenciado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado. Ele foi beneficiado por uma confissão parcial do crime e há quatro anos está cumprindo a pena em regime semiaberto, como Bruno.

O ex-policial Bola, que teria sido apresentado a Bruno e Macarrão por Zezé, foi condenado a 22 anos de prisão no caso da morte de Eliza. Até março de 2020, ele trabalhava durante o dia e voltava para a Casa de Custódia de Polícia Civil, em Belo Horizonte, para dormir. Mas devido à pandemia ele foi autorizado a ir para o regime domiciliar. Em 2016, ele também foi condenado a 12 anos de prisão pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrida em 2000, na cidade de Contagem.

"A justiça até tenta fazer seu papel,mas as nossas leis sempre têm brechas. E nós, familiares das vítimas, ficamos com a sensação de injustiça. É triste confiar e em tão poucos anos ver os assassinos livres", lamenta Sonia.

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