Caso Elizamar: Identificação de 5 corpos prova que suspeitos mentiram em depoimento

Outras cinco pessoas da mesma família permanecem desaparecidas

Carro onde foram encontrados os corpos de Elizamar de seus três filhos mais novos; três suspeitos foram presos (Divulgação/Polícia Militar)
Carro onde foram encontrados os corpos de Elizamar de seus três filhos mais novos; três suspeitos foram presos

(Divulgação/Polícia Militar)

A identificação de 5 corpos do ‘caso Elizamar’ descartou a versão dada em depoimento à polícia pelos três suspeitos do crime – que envolve o desaparecimento de dez pessoas de uma mesma família.

Até o momento, foram identificados:

  • Elizamar Silva, de 39 anos;

  • Os gêmeos Rafael e Rafaela, de 6 anos, filhos de Elizamar;

  • Gabriel, de 7 anos, filho de Elizamar;

  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, sogro de Elizamar;

Permanecem desaparecidos:

  • Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, de 30 anos, marido de Elizamar;

  • Renata Juliene Belchior, de 52 anos, mãe de Thiago;

  • Gabriela Belchior de Oliveira, de 25 anos, irmã de Thiago.

  • A ex-mulher de Marcos Antônio, Claudia Regina Marques de Oliveira;

  • A filha de Marcos e Regina, Ana Beatriz Marques de Oliveira.

Os corpos. A cabeleireira e de seus três filhos menores foram encontrados carbonizados no carro dela, em uma rodovia de Cristalina (GO). Entretanto, só foi possível confirmar a identidade das vítimas nesta quinta-feira (19), após a conclusão do laudo do IML (Instituto Médico Legal).

Já o corpo de Marcos Antônio, pai do marido de Elizamar, foi esquartejado e enterrado no cativeiro encontrado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Os agentes acharam outros dois corpos, possivelmente de Renata e Gabriela, segundo depoimento de um suspeito, mas a confirmação só acontecerá após o laudo do IML ficar pronto.

Em resumo, dos 10 desaparecidos, 7 corpos foram encontrados e 5 identificados.

Cativeiro. As investigações apontam que ao menos Renata e Gabriela ficaram reféns dos criminosos. Um dos suspeitos afirma que elas eram ameaçadas com armas de fogo para fornecerem senhas bancárias e responderem mensagens de familiares. Veja fotos do lugar.

Após sentirem um 'cheiro forte', as buscas por mais corpos no cativeiro continuam. Lá, foram encontrados vestígios de sangue em uma sacola plástica e respingos pela casa.

Suspeitos mentiram em depoimento

Os investigados são:

  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa, de 49 anos;

  • Gideon Batista de Menezes, de 55 anos;

  • Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos.

À polícia, um dos suspeitos disse que as ordens para matar os membros da família partiram de Thiago e Marcos Antônio. A hipótese perdeu a força depois que o corpo de Marcos foi encontrado no cativeiro.

A suspeita, agora, é de que os três se juntaram para planejar e executar os assassinatos e, assim, se apossar do dinheiro das vítimas.

A prisão deles foi convertida em preventiva; eles serão transferidos para o Complexo Penitenciário da Papuda, no DF.

Motivação do crime

A Polícia acredita que o crime foi motivado por dinheiro, já que:

  • Elizamar tinha uma quantia guardada em uma conta bancária;

  • Renata Juliene tinha R$ 400 mil pela venda de uma casa em Santa Maria, no DF;

  • Claudia Regina tinha uma quantia resultante da venda de um imóvel, em dezembro de 2022.

Na casa de Gideon, a polícia encontrou R$ 14 mil em espécie. Na conta de Horácio Carlos Ferreira Barbosa, investigadores acharam R$ 40 mil. Acredita-se que o dinheiro seja das vítimas.

Cronologia dos desaparecimentos

  • Elizamar e os três filhos mais novos saíram de casa e desapareceram na quinta-feira (12);

  • Ela estava casada com Thiago há 10 anos e também é mãe de um rapaz de 24 anos e uma jovem de 18 anos;

  • Um dia depois, o veículo dela foi encontrado perto de Cristalina (GO) com 4 corpos carbonizados;

  • No domingo (15), foi feita uma ocorrência sobre o desaparecimento do marido (Thiago), do sogro (Marcos Antônio), da sogra (Renata) e da cunhada (Gabriela) de Elizamar;

  • Na madrugada de segunda-feira (16), a polícia encontrou o carro de Marcos Antônio perto de Unaí (MG), carbonizado e com dois corpos ainda não identificados.

  • Na quarta-feira (18), a polícia encontrou o sétimo corpo enterrado no cativeiro. Ele pertence a Marcos Antônio.