Caso Flordelis: irmã do pastor Anderson do Carmo, que perdeu os pais antes do julgamento, considera que Justiça foi feita

Desde 16 de junho de 2019, quando o pastor Anderson do Carmo foi assassinado, até a sentença que condenou Flordelis a 31 anos e 4 meses de prisão neste domingo pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e associação criminosa armada, se passaram quase três anos e cinco meses. Nesse tempo, os pais e uma filha de Anderson morreram de causas naturais. A única irmã viva do pastor, Cláudia Maria Rodrigues de Souza, preferiu acompanhar o fim do julgamento de casa, pela TV:

— A Cláudia sempre acreditou que a Justiça seria feita. Mas foi muito emocionalmente desgastante para ela esse. A avaliação é que os parentes morreram (de causas naturais) em função dessa espera — disse Ângelo Máximo, advogado da família.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Flordelis vai cumprir pena na Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo do Gericinó (Bangu). Ela está nesse presídio desde 21 de agosto de 2021. Antes, passou uma semana no Instituto Penal Santo Expedito, também no Gericinó. A transferência foi determinada pela Justiça para evitar que a ex-deputada tivesse contato com outras acusadas. No Santo Expedito já estava detida sua neta, Rayane dos Santos Oliveira. Rayane e outros dois réus — Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira — foram absolvidos.

Cláudia Maria se habilitou como assistente de acusação no processo em dezembro de 2021, depois da morte do pai Jorge de Souza, que era o titular. Ele teve um enfarte e morreu em um ônibus que seguia para São Paulo, dias depois de assistir a uma audiência de instrução.

A primeira pessoa a morrer na família foi Michele do Carmo, irmã do pastor em outubro de 2019, de complicações de uma doença que já portava, Maria Edna do Carmo, mãe da vítima, morreu em março de 2020, também de infarto, Assim como Jorge, mãe e irmã também foram assistentes de acusação.