Caso Genivaldo: Dino pede indenização para família de morto em “câmara de gás” da PRF

Caso Genivaldo: Segundo denúncia do MP, vítima morreu pelo uso combinado de spray de pimenta e granada de gás lacrimogêneo lançado no interior do veículo
Caso Genivaldo: Segundo denúncia do MP, vítima morreu pelo uso combinado de spray de pimenta e granada de gás lacrimogêneo lançado no interior do veículo

Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública, informou nesta sexta-feira (6) que determinou a tomada de providências visando à indenização da família de Genivaldo de Jesus dos Santos, morto asfixiado em uma “câmara de gás” improvisada durante ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Umbaúba (SE).

O caso, que aconteceu em 25 de maio de 2022, teve muita repercussão, pois a tortura contra Genivaldo foi gravada.

O ministro usou uma rede social para informar da decisão, que de acordo com ele ‘é clara a responsabilidade civil’.

“Genivaldo morreu, em 2022, em face de uma ação de policiais rodoviários federais, em Sergipe. É clara a responsabilidade civil, à luz da Constituição. Determinei ao nosso Secretário de Acesso à Justiça, Marivaldo Pereira, providências visando à indenização legalmente cabível”, escreveu Flávio Dino no Twitter.

O homem foi morto em uma abordagem da PRF por conduzir uma motocicleta sem capacete. Genivaldo foi asfixiado em uma “câmara de gás improvisada dentro da viatura”. Os policiais jogaram gás no interior do veículo e deixaram a vítima presa no veículo fechado.

Segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em outubro, Genivaldo morreu pelo uso combinado de spray de pimenta e granada de gás lacrimogêneo lançado no interior do veículo.

Três policiais foram denunciados por abuso de autoridade e homicídio qualificado, por usar asfixia e sem possibilidade de meios de defesa.

Relembre o caso

O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (25) e foi filmado pelo sobrinho da vítima, Wallyson de Jesus, que tentou intervir.

Genivaldo era casado e deixou um filho. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, outros exames foram realizados para detalhar a razão da morte.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal afirmou que Genivaldo resistiu "ativamente" à abordagem.

"Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. No entanto, durante o deslocamento, passou mal, foi socorrido e levado para o Hospital José Nailson Moura, onde posteriormente foi atendido e constatado o óbito", dizia o documento.