Caso Genivaldo: Lira derruba convocação de ministro da Justiça para dar explicações

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Arthur Lira, presidente da Câmara, acatou pedido de deputados bolsonaristas para anular convocação de Anderson Torres para falar sobre morte de Genivaldo (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Arthur Lira, presidente da Câmara, acatou pedido de deputados bolsonaristas para anular convocação de Anderson Torres para falar sobre morte de Genivaldo (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Resumo da notícia

  • Arthur Lira derrubou convocação de ministro da Justiça para dar explicações sobre morte de Genivaldo

  • Anderson Torres é esperado na Câmara nesta quarta e deve comparecer de forma voluntária

  • Genivaldo foi morto durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), derrubou o pedido de convocação do ministro da Justiça, Anderson Torres, para prestar explicações sobre a morte de Genivaldo de Jesus Santos. O ministro teria de depor na Comissão de Direitos Humanos, mas foi apresentado um recurso pela base bolsonarista, acolhido por Lira.

Genivaldo tinha 38 anos e foi morto durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal em Umbaúba, no Sergipe. Ele foi colocado pelos agentes no porta-malas de uma viatura, onde os policiais colocaram gás lacrimogêneo e gás de pimenta. O homem morreu por asfixia mecânica. A PRF abriu um procedimento disciplinar para investigar os policiais envolvidos.

No dia 1º de junho, a comissão de Direitos Humanos havia aprovado a convocação de Anderson Torres por 10 votos a sete. Duas semanas mais tarde, Lira derrubou a decisão. O recurso, acatado pelo presidente da casa, foi feito pelos deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM) e Felipe Francischini (União Brasil-PR).

O argumento dos deputados bolsonaristas foi que Orlando Silva (PCdoB-SP), presidente da Comissão, não concedeu ou assegurou a palavra aos parlamentares que queriam orientar para a votação. Segundo Neto e Francischini, a atitude seria contra o regimento.

Orlando Silva afirmou que, mesmo com a anulação, Anderson Torres deverá comparecer nesta quarta-feira (15), às 15h, de forma voluntária.

A decisão de Arthur Lira foi alvo de críticas do PSOL. Para o partido, o pesidente da Câmara dos Deputados se comporta como "um ditador".

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