Caso Genivaldo: PRF manda comissão ao Sergipe para investigar morte

Genivaldo morreu de asfixia mecânica após ser colocado no porta mala de um carro da PRF, com gás lacrimogêneo e gás de pimenta (Foto: Reprodução)
Genivaldo morreu de asfixia mecânica após ser colocado no porta mala de um carro da PRF, com gás lacrimogêneo e gás de pimenta (Foto: Reprodução)

Resumo da notícia

  • PRF instalou comissão interventora em Sergipe para apurar morte de Genivaldo

  • Homem morreu de asfixia mecânica após ser colocado no porta mala de um carro da polícia rodoviária

  • Policiais rodoviários foram afastados do cargo; OAB pede prisão

A direção-geral da Polícia Rodoviária Federal criou uma comissão interventora para investigar a morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, por agentes em Sergipe. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo.

No último fim de semana, os interventores da PRF saíram de Brasília para ir ao estado. Além disso, outra comissão, com policiais rodoviários federais de outros estados, vai acompanhar o Processo Administrativo Disciplinar contra os três agentes envolvidos. Os policiais respondem internamente pela morte de Genivaldo.

Os três agentes trabalhavam na Operação Nordeste Seguro no último dia 25, em Umbaúba, quando abordaram o homem por estar dirigindo uma moto sem capacete. Ele foi colocado no porta mala do carro da PRF, com gás lacrimogêneo e spray de pimenta, e morreu de asfixia mecânica.

Os nomes dos policiais não foram revelados pela corporação, mas a TV Globo divulgou as identidades deles: Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia.

A comissão interventora foi criada pela Polícia Rodoviária Federal no último domingo (29) e já na segunda-feira (30) foram feitas as primeiras reuniões do grupo.

À Folha, o presidente da OAB do Sergipe, Danniel Costa, declarou que o contato com os interventores foi positivo. “A PRF garantiu à OAB que os três permanecerão afastados de suas funções e que, a partir de agora, a investigação vai ser conduzida por uma força tarefa de intervenção”, explicou.

A OAB pediu novamente a prisão cautelar dos agentes. Para o delegado Fredson Vidal, da Polícia Federal de Sergipe, não há “motivos” para prender os agentes envolvidos.

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