Caso Henry: defesa alega 'constrangimento ilegal' e pede soltura de Jairinho e mãe do menino à Justiça

O Globo
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RIO - A defesa do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), e de sua mulher, Monique Medeiros, pediu ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) a libertação do casal, preso na última quarta-feira suspeitos do homicídio do menino Henry Borel, de 4 anos. O advogado André França Barreto, que representa ambos, alegou, no pedido, que os investigados "se encontram submetidos a manifesto constrangimento ilegal" e que não havia a necessidade de prendê-los.

Para o defensor, a juíza Elizabeth Louro, da 4ª Vara Criminal, "está, nitidamente, justificando os arbitrários meios pelos deturpados fins, impulsionada pela tradicional voz das ruas, cujo coro insiste em ecoar pela história das civilizações, perseguindo os hereges de cada era".

Na decisão que determinou a prisão temporária do casal, a magistrada alega que os investigados poderiam, se soltos, causar obstáculos à investigação da morte, já que há a suspeita de que testemunhas possam estar sendo coagidas. Louro ainda critica a atuação da defesa do casal, por ter "presenciado todos os depoimentos prestados pelas mesmas testemunhas a eles ligadas... o que está a indicar a aparente intenção de controlar e fiscalizar o que por elas era dito à autoridade policial".

Em depoimentos à polícia, tanto a babá de Henry, Thayná Ferreira, quanto a empregada doméstica Leila Rosângela de Souza afirmam ter sido levadas ao escritório do advogado antes de prestarem depoimentos na delegacia.

O pedido de soltura foi enviado ao presidente do TJRJ, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira. O processo, no entanto, será sorteado para uma Câmara Criminal.