Caso Henry: em decisão sobre prisão, juíza diz que Dr. Jairinho praticava abusos físicos no menino e o trancava no quarto

Vera Araújo
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RIO — As investigações sobre a morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, apontam que a criança era alvo de abusos físicos. De acordo com a decisão do 2º Tribunal do Júri, que determinou a prisão do padrasto nesta quinta-feira, dia 8, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho(Solidariedade), e a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, na manhã desta quinta-feira, dia 8, o político se trancava no quarto sozinho com a criança no apartamento onde vivia o casal, na Barra da Tijuca. A decisão, obtida com exclusividade pelo GLOBO, detalha as contradições encontradas nos depoimentos dos investigados, bem como nos das testemunhas a eles ligadas.

Em trecho da decisão da titular do 2º Tribunal do Júri, a juíza Elizabeth Louro relata que há conversas, por um aplicativo de mensagens, entre Monique e a babá de Henry, Thayna de Oliveira Ferreira, de 25 anos, que comprovam os abusos. O diálogo aconteceu no dia 12 de fevereiro e revelam que a mãe do menino sabia das agressões do médico e vereador. No entanto, a babá negou os maus tratos na 16ª DP (Barra da Tijuca), onde o caso está sendo investigado.

"Iniciada a tomada de depoimentos, em investigação que vem crescendo em complexidade, e vindo aos autos o laudo pericial em um dos objetos apreendidos em poder da investigada (Monique), em cumprimento a mandado deste juízo, qual seja, material de natureza computacional, evidenciaram-se várias contradições entre o teor dos extratos de diálogo pelo WhatsApp entre a investigada Monique e a babá da vítima, Thayna, e o conteúdo de seus depoimentos já então prestados. E não só".

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