Caso Henry: empregada doméstica e irmã de Dr. Jairinho prestam depoimento à polícia

Pedro Madeira
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RIO - A empregada doméstica Leila Rosângela de Souza, que trabalhava na casa de Monique Medeiros da Costa e Silva e Jairo Souza Santos Júnior, o vereador Dr. Jairinho, presta depoimento nesta quarta-feira sobre a morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos. A irmã do parlamentar, Thalita Fernandes, também está sendo ouvida na 16ª DP (Barra da Tijuca), responsável pelas investigações.

As duas foram convocadas após o último depoimento da babá Thayna de Oliveira, na segunda-feira. A cuidadora da criança afirmou que tanto Leila Rosângela quanto Thalita sabiam das agressões de Jairinho contra Henry, assim como a avó materna do menino.

Leila Rosângela já havia sido ouvida pelos agentes antes da prisão de Monique e Jairinho. Na ocasião, ela relatou que a convivência da família era harmônica. Em seu novo depoimento, Thayna afirmou que tanto ela quanto a empregada doméstica foram orientadas pelo advogado de Jairinho sobre o que dizer nos relatos à polícia.

Já Thalita será ouvida pela primeira vez dentro do inquérito. O nome dela foi citado por Thayna como uma das pessoas cientes das agressões do vereador contra o enteado. Além disso, a babá contou que foi convidada para a casa de Thalita antes de depor, quando a mulher pediu que ela omitisse as brigas na casa: "Menos é mais".

Advogados de Monique

Também nesta quarta-feira, os novos advogados de Monique estiveram na 16ª DP. Thiago Minagé, Hugo Novaes e Thaise Mattar tiveram acesso ao conteúdo da investigação. Na saída da unidade, Hugo Novaes, um dos defensores da professora, afirmou que solicitou à polícia que também marque um novo depoimento de Monique:

- A nossa estratégia é que ela diga a verdade. A prisão de Monique foi a melhor coisa que aconteceu, foi a libertação contra a opressão e o medo. E a Monique precisa ser ouvida, até agora ela não falou por ela - disse a advogada Thaise Mattar.