Caso Henry: legista confirma lesões causadas por unhas no rosto de menino

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Polícia recuperou mensagens em que Monique (foto) agradece babá por omitir agressões em depoimento à polícia
Polícia recuperou mensagens em que Monique (foto) agradece babá por omitir agressões em depoimento à polícia
  • Legista confirma lesões em corpo de Henry compatíveis com escoriações causadas por unha

  • Mãe de Henry e padrasto estão presos desde o último dia 8 de março

  • Polícia também recuperou mensagens em que Monique agradece babá por omitir agressões em depoimento à polícia

Leonardo Huber Tauil, perito legista responsável pelos dois exames de necropsia no corpo de Henry Borel, respondeu diversas perguntas realizadas pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), sobre as 23 lesões atestadas nos documentos.

Os questionamentos fazem parte do laudo complementar do Instituto Médico Legal (IML) e foram incluídas no relatório final do inquérito que apura a morte do menino de quatro anos durante a madrugada do dia 8 de março. 

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O jornal "Extra" teve acesso ao lado e afirma que consta no documento que Henry morreu em um intervalo de quatro horas após sofrer hemorragia interna provocada por lesão hepática. A versão bate com a linha empregada pela polícia, que acredita que a criança já havia falecido antes do suposto socorro prestado pela mãe e o padrasto. 

Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry, e o médico e vereador Jair Souza Santos, companheiro de Monique, estão presos desde o último dia 8 por homicídio duplamente qualificado, emprego de tortura e impossibilidade de defesa da criança. 

Menino tinha outras lesões

Mãe de Henry e padrasto estão presos desde o último dia 8 de março
Mãe de Henry e padrasto estão presos desde o último dia 8 de março

De acordo com Huber Tauil, Henry ainda apresentava lesões nas áreas “nasal” e “infra orbital” compatíveis com escoriações causadas por unhas. 

Novas mensagens recuperadas no celular de Monique Medeiros também constam no relatório final. Ela mostra que a professora agradeceu Leila Rosângela de Souza, empregada da família, após a doméstica ter dado seu primeiro depoimento à polícia sobre a morte da criança.

Em sua primeira versão, a Leila negou ter conhecimento sobre qualquer conflito entre o casal e a criança. 

Segundo o Extra, dois dias depois de depor pela primeira vez, no dia 23 de março, Leila Rosângela recebeu uma mensagem de Monique. Às 0h37, a mãe de Henry escreveu: “Dorme bem. E não nos abandone. Você, mesmo por pouco tempo, já faz parte das nossas vidas. Só não perde a fé. Ore por nós”, disse Monique. A empregada respondeu: “Durma bem também! Eu não vou abandonar. Vou orar sempre. Beijos”.

Posteriormente, Leila revelou que estava no apartamento enquanto Henry teria sido agredido pelo vereador no dia 12 de fevereiro.