Caso Henry: Monique e Jairinho devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado

Redação Notícias
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Monique e seu namorado, Jairinho, serão indiciados por homicídio duplamente qualificado - Foto: Agência Brasil
Monique e seu namorado, Jairinho, serão indiciados por homicídio duplamente qualificado - Foto: Agência Brasil
  • Monique e Jairinho devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado pela morte do garoto Henry Borel

  • O inquérito será finalizado nesta sexta-feira e já foi recebido por membros do Comitê de Ética do Rio, que definirão sobre a cassação do mandato de vereador de Jairinho

  • A defesa de Monique tenta convencer a polícia a permitir que ela preste novo depoimento sobre o caso

Mãe de Henry Borel, Monique Medeiros e seu namorado, Dr. Jairinho, devem ser indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado. Eles estão presos há duas semanas pelo envolvimento na morte da criança de quatro anos.

De acordo com informações da CBN, o inquérito deve ser finalizado nesta sexta-feira pelo titular da Delegacia da Barra da Tijuca, no Rio, Henrique Damasceno. Monique e Jairinho responderão pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por emprego de tortura e sem possibilidade de defesa da vítima.

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A conversão da prisão temporária em preventiva também será entregue ao promotor Marcos Kac, do Ministério Público do Rio de Janeiro MP-RJ, que deverá oferecer a denúncia à juíza Elizabeth Louro Machado, titular do 2º Tribunal do Júri nos próximos dias.

Ainda não se sabe, porém, se a Polícia Civil ouvirá novamente Monique Medeiros. A defesa da mãe de Henry pediu que ela possa prestar novo depoimento por alegar que a mulher não sentia-se segura no primeiro, após relatos de agressões de Jairinho.

Defesa de Monique tenta conseguir novo depoimento para a mãe de Henry - Foto: Agência Brasil
Defesa de Monique tenta conseguir novo depoimento para a mãe de Henry - Foto: Agência Brasil

O inquérito já foi recebido pelos sete integrantes que integram a Comissão de Ética do Rio de Janeiro, que se reunirão na próxima segunda-feira para decidir sobre a abertura do processo de cassação do mandato de vereador de Jairinho.

O casal foi preso no último dia 8 por participação na morte de Henry. A polícia disse “não ter dúvida” de que Jairinho foi o responsável pelo óbito do garoto, e que Monique sabia das agressões do namorado ao filho.

O caso Henry Borel

Contra o casal Monique e Jairinho foram cumpridos mandados de prisão temporária por 30 dias, expedidos pela juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri da capital. Os dois são suspeitos de participação na morte do filho dela, Henry Borel Medeiros, durante a madrugada de 8 de março.

De acordo com as investigações, Jairinho agredia o menino com bandas, chutes e pancadas na cabeça e Monique tinha conhecimento disso, pelo menos, desde o dia 12 de fevereiro.

O inquérito aponta que menino chegou ao condomínio Majestic, no Cidade Jardim, levado pelo pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, por volta de 19h20 do dia anterior. Monique teria dado banho no filho e o colocado para dormir no quarto que dividia com Jairinho. Por volta de 3h30, quando já tinham pego no sono após assistir uma série na televisão, a professora e o vereador disseram ter encontrado a criança caído no chão do cômodo, com pés e mãos gelados e olhos revirados.

Eles então levaram Henry para a emergência do Hospital Barra D’Or, onde as médicas garantem que Henry já chegou morto e com as lesões descritas nos laudos de necropsia. Os documentos mostram que ele sofreu hemorragia interna e laceração hepática e seu corpo apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões. Peritos ouvidos pelo Globo afirmam que os ferimentos não são compatíveis com um acidente doméstico.

Henry era "doce" e "tranquilo"

Na madrugada do dia 18 de março, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), definiu seu enteado, Henry Borel Medeiros, filho da professora Monique Medeiros da Costa e Silva, como “doce” e “tranquilo”.

Ao prestar depoimento sobre a morte do menino, na 16a DP (Barra da Tijuca), o parlamentar negou ter sido processado criminalmente em seus relacionamentos anteriores e afirmou acreditar que sua ex-mulher, a dentista Ana Carolina Ferreira Netto, o tenha acusado de lesão corporal em “decorrência de ciúmes”.

Jairinho é levado pela polícia - Foto: Reprodução/TV Globo
Jairinho é levado pela polícia - Foto: Reprodução/TV Globo

Horas antes de chegar a 16ª DP (Barra da Tijuca), no último dia 17, Monique Medeiros da Costa e Silva trocou ao menos duas vezes de roupa até definir a combinação que usaria para prestar depoimento no inquérito que apura a morte do filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos. Fotos resgatadas em seu aparelho celular, apreendido há duas semanas, mostram que a professora experimentou um macacão preto, posou em frente ao espelho, e depois, depois de consultar um advogado, decidiu ir com um conjunto social branco.

Na delegacia, Jairinho confirmou as informações prestadas por Monique, que dão conta que eles acordaram, por volta de 3h30 do dia 8 de março e encontraram Henry caído no chão, com mãos e pés gelados e olhos revirados. O menino foi levado ao Hospital Barra D’Or, mas as médicas garantiram que ele já chegou morto a unidade de saúde e com as lesões descritas no laudo de necropsia.