Caso Henry: Pai faz desabafo e diz que está no fundo poço; Engenheiro recebeu apoio da mãe de Isabela Nardoni

Paolla Serra
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RIO — O pai do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morto no dia 8 de março, fez um difícil desabafo sobre a perda do filho. Em uma rede social, o engenheiro Leniel Borel de Almeida afirmou que "cada dia chega mais ao fundo do poço" e que as últimas notícias sobre o caso "têm acabado com ele". Na última sexta-feira, dia 9, um dia após a ex-mulher, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva ter sido presa ao lado do namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), Leniel foi procurado pela administradora Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabela Nardoni. Através do WhatsApp, ela lhe prestou solidariedade pela morte do filho Henry, e lhe enviou mensagens de força e fé.

Ao GLOBO, o engenheiro disse que ela "escreveu coisas lindas". Na publicação da manhã desta terça-feira, dia 13, Leniel postou uma imagem do filho fantasiado na escola. Henry aparece sorridente ao lado de um amiguinho.

"Filhinho, sempre lembraremos de você sorrindo, da sua alegria contagiante e sua personificação de amor. Você sempre será a razão da minha felicidade, meu melhor amigo. As últimas notícias acabaram comigo, cada dia chego mais ao fundo do poço, já não sei se aguento mais. Deus, que a sua justiça seja feita! Por favor, receba meu anjo em teus braços. Ajude-nos a acabar com a violência contra crianças. Em breve estaremos juntos com o Senhor, em um lugar que nunca mais haverá morte, nem dor e sofrimento e toda lagrima será enxugada. Apocalipse 21:1-4", escreveu no Instagram nesta manhã.

Em novo depoimento prestado ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), a babá Thayna de Oliveira Ferreira disse que mentiu na declaração dada em 24 de março, quando garantiu que o vereador, a namorada e o filho dela viviam em harmonia, por medo do parlamentar. Ela afirmou que, "por ter visto o que Jairinho tinha feito contra uma criança, ficou com medo que algo também pudesse acontecer com ela própria", diz o relatório da polícia, ao qual o GLOBO teve acesso. A ex-funcionária da família alegou ainda não ter contado sobre as agressões do vereador contra o menino a pedido de Monique.